Pub

O comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro admitiu que há “aspetos da operacionalidade que têm de ser melhorados, nomeadamente a articulação e a passagem de informação no terreno com as várias entidades envolvidas”.

Segundo Vaz Pinto, num primeiro balanço, “foram detetadas estas falhas, mas só depois de serem analisados os relatórios das várias entidades envolvidas é que poderemos aferir com alguma exatidão o que correu menos bem”.

O exercício de tipo LIVEX (Live Exercice) realizou-se na Via do Infante, perto de Portimão, para testar a capacidade de resposta operacional do Plano Prévio de Intervenção (PPI) daquela via, que atravessa o Algarve.

O PPI do Algarve foi um dos primeiros a ser aprovado a nível nacional, e integra os diversos agentes de proteção civil e entidades cooperantes.

Denominado “Infante Seguro10”, o exercício decorreu num cenário de “acidente rodoviário grave” com o registo de acidentes nos dois sentidos da A22, envolvendo diversos veículos ligeiros e um pesado, com duas vítimas mortais e vários feridos, e obrigou ao encerramento do trânsito.

“É indispensável exercitar este tipo de ocorrências de maneira a que possamos aferir dos procedimentos planeados, e ver se estão de acordo com o expectável”, destacou o comandante Vaz Pinto.

Além do CDOS de Faro, participaram no simulacro o Governo Civil de Faro, elementos da Autoridades Nacional de Proteção Civil (ANPC), a Guarda Nacional Republicana (GNR), Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Euroscut e corporações de bombeiros de Portimão, Lagos, Lagoa e Silves.

Para a Governadora Civil de Faro, que acompanhou o “Infante Seguro10”, é um exercício “altamente positivo” para que se possa analisar a coordenação e a eficácia dos meios e “corrigir as lacunas”.

Segundo Isilda Gomes, a Via do Infante, com grande afluência de trânsito “exige a existência de um plano de intervenção que permita garantir uma resposta imediata e eficaz” a eventuais ocorrências graves.

“Uma rápida resposta pode evitar a perda de muitas vidas”, concluiu Isilda Gomes. No “Infante Seguro10” estiveram envolvidos 126 operacionais, 46 viaturas ligeiras e pesadas dos diversos Agentes de Proteção Civil.

Lusa

Pub