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Em comunicado, o sindicato refere que o argumento dado pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), no dia 11 de janeiro, ao jornal Correio da Manhã, segundo o qual “o fim da contratação através de empresas de trabalho temporário foi decisão do Governo e que foram admitidos oito enfermeiros com vínculo à função pública para assegurar o serviço” não é válido.

Em declarações à agência Lusa, o delegado regional do sindicato disse que a decisão do Governo foi tomada no ano passado e a situação laboral dos três enfermeiros dispensados já se arrastava desde 2008, altura em que foi aberto um concurso que acabou por ser cancelado.

“Se não podem subcontratar, então que abram concurso externo como fizeram para os Técnicos de Ambulância de Emergência”, disse Nuno Manjua que encara o caso como um desperdício de recursos e de competências adquiridas pelos profissionais dispensados.

Nuno Manjua estranha ainda que o INEM, enquanto instituto público, não tenha solicitado a abertura de concurso para vagas à semelhança de outros serviços de saúde públicos, dando como exemplo o pedido feito pela Administração Regional de Saúde.

O sindicalista acrescentou que uma das enfermeiras foi contactada com vista ao ingresso nos serviços do Hospital de Faro, situação que o sindicato gostaria de ver alargada aos outros dois enfermeiros.

A denúncia pública deste caso foi a primeira diligência tomada pelo sindicato que já tem reunião marcada, para dia 18, com a Administração Regional de Saúde do Algarve e está a preparar um pedido de reunião ao Conselho de Administração do Hospital de Faro.

Contactado pela Lusa para esclarecimentos adicionais sobre este processo, o INEM escusou-se a comentar.
Lusa

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