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UrgenciaO Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul responsabilizou no sábado o ministro da Saúde e os responsáveis regionais da saúde pela degradação dos serviços na região, denunciando a falta de pessoal nos Serviços de Urgência Básica (SUB).

Em comunicado, a delegação de Faro daquele sindicato refere que os serviços do pessoal auxiliar e administrativo dos SUB, instalados nos centros de saúde, são garantidos com recurso a trabalho extraordinário de trabalhadores do Centro Hospitalar do Algarve, o que coloca em risco o funcionamento, já que são “centenas de horas que não são cobertas pela escala”.

“Não tendo pessoal para completar ou até fazer a escala de serviço, o SUB de Albufeira já ficou com vários turnos sem auxiliar, o que coloca em causa a garantia da prestação de serviços de qualidade ao utente, uma vez que a desinfeção do serviço, o acompanhamento dos utentes e a prestação de cuidados em que é necessário o auxiliar não são garantidos”, sublinham.

Aquele refere ainda que sempre questionou a localização dos quatro SUB da região nos centros de saúde, ocupando os espaços dos antigos Serviços de Atendimento Permanente (SAP), tendo alertado a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve para “a situação de rotura que estava eminente nestes serviços”.

Segundo o sindicato, a ARS/Algarve e o Centro Hospitalar do Algarve (CHA) terão argumentado que este seria um processo transitório, mas apesar de em abril do ano passado a ARS ter celebrado um protocolo com o hospital, “a efetivação da passagem das responsabilidades para o hospital o que ainda não aconteceu”.

Esta semana, a ARS/Algarve disse já ter tomado as diligências necessárias para colmatar a falta de enfermeiros em Serviços de Urgência Básica e que vai iniciar o mais brevemente possível o recrutamento de 45 profissionais.

Segundo a ARS, o CHA tem a responsabilidade de assegurar os profissionais para garantir o funcionamento dos SUB de Vila Real de Santo António, Loulé e Albufeira, à semelhança do que acontece no SUB de Lagos.

A administração do Centro Hospitalar diz não ter ainda essa competência, porque não foi concretizada formalmente e não foram transferidas as verbas necessárias.

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