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“Fazem falta cerca de 300, 400 enfermeiros no Algarve”, declarou Nuno Manjua, representante do SEP no Algarve, que entregou a Paulo Macedo um documento que retrata a carência de enfermeiros no Algarve nos cuidados paliativos, nos cuidados hospitalares e nos cuidados de saúde primários

O enfermeiro Nuno Manjua adiantou aos jornalistas que o SEP do Algarve realizou um levantamento de acordo com estudos que estão feitos, e que se chegou á conclusão que faltam entre “300 a 400 enfermeiros só no Algarve” em todas as valências públicas

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, recebeu o documento do SEP do Algarve e disse ao representante sindicalista que ia estudar a forma de efetivar enfermeiros, mostrando-se disponível para falar com aquele enfermeiro depois da visita ao Hospital Central do Algarve

“Temos olhado com bastante atenção. Aliás vamos abrir novas unidades de cuidados continuados, fazendo um esforço nos concursos médicos, e estava-me o senhor presidente do Conselho de Administração precisamente a dizer que os enfermeiros são necessários, os que estão a prazo, e vamos ver como os vamos efetivar”, declarou Paulo Macedo

O sindicalista adiantou que existem atualmente entre 1.500 a 1.700 enfermeiros no Algarve no serviço público

O SEP considerou ainda que a criação do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) está a prejudicar os enfermeiros no sentido de haver destes profissionais com contrato individual de trabalho em Faro a fazer 35 horas semanais e outros enfermeiros de Portimão e Lagos a trabalhar 40 horas semanais

“As cargas horárias semanais são diferentes, mas também a remuneração é diferente”, disse Nuno Manjua, acrescentando que em ambas as situações os enfermeiros estão a ganhar “abaixo da tabela salarial dos enfermeiros da função pública”

O ministro da Saúde visitou hoje várias unidades no Hospital Central do Algarve em Faro e também o heliporto daquela instituição hospitalar

Lusa

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