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A Groundforce, empresa detida pela TAP que tem como função assistir companhias áreas em terra, anunciou quarta feira o encerramento da operação em Faro, no Algarve, e o despedimento coletivo de 336 trabalhadores, como resultado das perdas da empresa, estimadas em 20 milhões de euros só este ano.

“Vamos pedir uma audiência ao senhor primeiro ministro dado a gravidade da situação”, declarou André Teives, denunciou que em agosto de 2009, o sindicato assinou um protocolo com o Governo atual a garantir todos os postos de trabalho da Groundforce.

“O Governo, inclusive as mesmas pessoas que estão lá hoje, assinaram connosco um protocolo em que havia a garantia de todos os postos de trabalho da Groundforce e que ela não seria desmatelada e estou a referir-me a agosto de 2009”, denunciou André Teives, acrescentando que o protocolo foi ratificado pelo Governo e lamentando que “nem por escrito o acordo tem validade”.

No final da sessão plenária que decorreu ao longo de três horas no Aeroporto Internacional de Faro, Algarve, e que contou com a presença das várias centenas de trabalhadores e de cinco sindicatos da assistência em escala, O STHA repudiou também a atitude do Governo neste processo.

“Viemos repudiar veementemente a atitude que o Governo neste processo, mais concretamente a tutela, dividida em dois – Ministério das Obras Públicas e o Ministério das Finanças – que deixaram que 336 pessoas fossem despedidas por e-mail”, declarou André Teives.

O STHA acrescentou ainda que vai colocar advogados a avaliar e a tratar o processo de despedimento por e-mail e depois a componente político e sindical e a negociação será feita pelos trabalhadores.

O primeiro conselho que o STHA deu hoje aos trabalhadores é para que se “mantenham unidos” e que “não embarquem em boatos e em contra-informação”.

“Manter a cabeça fria” e “alguma lucidez” para encontrar soluções com a comissão dos trabalhadores da Groundforce, cuja sessão está marcada para sexta-feira, às 09:30 no Aeroporto Internacional de Faro, é outro dos concelhos que o STHA deixou hoje aos 336 trabalhadores despedidos por e-mail.

O STHA vai realizar uma conferência de imprensa em Lisboa sexta-feira, pelas 11:30, para fazer o ponto da situação e dar conhecimento sobre quais as formas de luta para os próximos tempos.

“A conferência de imprensa vai ser em Lisboa, porque isto é uma questão meramente política e o poder político está sediado em Lisboa”.

Lusa

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