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Apesar de a dimensão da adesão à greve continuar a ser atualizada, a União de Sindicatos do Algarve apontou o encerramento de mais de 60 escolas na região por falta de funcionários e uma adesão significativa dos serviços municipais de recolha de lixo.

De acordo com comunicados dos sindicatos, 95% dos trabalhadores dos estaleiros de Tavira estão em greve durante o dia de hoje e a lota de Olhão está encerrada.

Os portos e barras do Algarve foram encerrados perante a adesão total dos seus funcionários, e as operações portuárias relativas a navios mercantes, de comércio, cruzeiro e recreio estão paralisadas.

No setor da saúde, os dados sindicais indicam que cerca de 61% dos enfermeiros do turno da noite da Unidade Hospitalar de Portimão aderiram à greve, assim como 57% dos enfermeiros escalados para o mesmo turno na Unidade Hospitalar de Lagos.

As repartições de Finanças de Olhão e Lagoa estão encerradas, os transportes ferroviários funcionam apenas para garantir os serviços mínimos obrigatórios, assim como as Misericórdias de Vila do Bispo, Espiche, Lagos, Lascas Santo Amaro, Portimão, Albufeira, Tavira, Vila Real de Santo António e Castro Marim.

No setor da grande distribuição registam-se adesões significativas em Faro, Olhão e Vila Real de Santo António.
 
António Goulart considerou que a adesão à greve pelos trabalhadores da região é uma demonstração clara de repúdio pelas políticas de austeridade e empobrecimento do Algarve e do país.

A greve geral, convocada pela CGTP-IN, visa o protesto contra o agravamento das políticas de austeridade e a defesa de políticas alternativas que favoreçam o crescimento económico.

Também no Aeroporto de Faro realizaram-se 17 voos e foram cancelados 4.

A ANA – Aeroportos de Portugal recomenda às pessoas com viagens marcadas para hoje que confirmem os voos junto das companhias aéreas, seus representantes locais ou agentes de viagem, antes da deslocação para os aeroportos.

A administração da ANA admitiu ainda que requisitou hoje bombeiros do aeroporto de Faro para substituir os profissionais de Lisboa em greve, mas garantiu que os serviços não chegaram a ser usados porque a Câmara de Lisboa assegurou a operação.

O Sindicato dos Trabalhadores de Aviação e Aeroportos acusou hoje a administração da ANA de colocar em causa a segurança de pessoas e bens do aeroporto da Portela na sequência da deslocação de bombeiros de Faro para Lisboa.

Segundo o sindicato, o conselho de administração da ANA deslocou para o aeroporto da Portela, em Lisboa, 10 bombeiros da empresa Consulsado para dar assistência aos voos e garantir os serviços mínimos decretados devido à greve geral.

Em comunicado, a ANA esclareceu que o serviço de socorros prestado na Portela foi contratado à Câmara Municipal de Lisboa, operacionalizado pelos Bombeiros Sapadores de Lisboa.

“Por motivos que se prendem com a greve geral de hoje, a ANA tomou conhecimento da eventualidade desses serviços virem a não ser efetuados conforme o contratualizado", refere a empresa.

Face a essa possibilidade, a ANA decidiu recorrer a outro fornecedor que presta serviço no aeroporto de Faro, “para proteger a operação no aeroporto da Portela”, em Lisboa.

“Este recurso não chegou a ser efetivado, porquanto a Câmara Municipal de Lisboa assegurou, em condições de normalidade, o serviço para que foi contratada”, adianta empresa.

Além do SITAVA, também a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e o Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais referiram que foram alertadas na terça-feira, pelos seus associados, da decisão de deslocar bombeiros de Faro para Lisboa, caso os Bombeiros Sapadores de Lisboa, pertencentes ao destacamento do aeroporto de Lisboa, fizessem greve.

Lusa
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