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Carvalho da Silva falava aos jornalistas após uma reunião com alguns dos trabalhadores da Groundforce em Faro, que há duas semanas foram surpreendidos com o anúncio do encerramento da escala daquela empresa no Aeroporto de Faro.

Segundo o líder da CGTP, esta reestruturação deve ser feita “com coerência”, cortando “onde se deve” e não no emprego ou nas condições de trabalho, fazendo acertos de acordo “com as injustiças”.

Para Carvalho da Silva, as injustiças não estão nos salários dos trabalhadores, mas sim na “estrutura macro do grupo” e na forma como a empresa tem sido gerida, diz, apontando o dedo ao Governo, que também tem responsabilidades no processo.

“É importante pôr em evidência que este é um processo debaixo de uma enorme trapalhada, de falta de transparência, com argumentos enganosos e até em alguns casos mentirosos”, afirma.

Carvalho da Silva diz não ter dúvidas de que o eventual despedimento dos 336 trabalhadores só foi desencadeado “porque a tutela lhe deu cobertura”, já que, diz, trata-se “de um ensaio para diminuir as condições de trabalho noutros espaços do grupo”.

Este “ensaio” à custa dos sacrifícios dos trabalhadores serve também para “tentar tornar a atração à privatização mais forte”, defende o secretário geral da CGTP.

“O trabalho que [os funcionários da Groundforce em Faro] faziam existiu, existe e vai continuar a existir”, concluiu.

Lusa

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