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O presidente do conselho de administração da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa disse ontem que está prevista a abertura, na próxima semana, de três concursos públicos para obras de requalificação nas ilhas-barreira da ria Formosa.

De acordo com José Pacheco, os concursos públicos são para o reforço do cordão dunar da ilha de Tavira – Praia do Barril e Praia da Fuseta-Mar e para a atualização da barra da Armona (Olhão).

“Provavelmente, os concursos só estão concluídos daqui a seis meses”, declarou o presidente do conselho de administração da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, José Pacheco.

À margem de uma audição parlamentar na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local, requerida pelo PSD, José Pacheco indicou que o reforço do cordão dunar da ilha de Tavira – Praia do Barril tem um montante previsto de 3.700.000 euros e o reforço do cordão dunar da ilha de Tavira – Praia da Fuseta-Mar anda na ordem de dois milhões de euros.

“Relativamente à questão da renaturalização e recuperação do cordão dunar da península do Ancão, estamos em condições de apreciar o relatório preliminar, dentro de pouco tempo iremos adjudicar a obra”, afirmou o presidente da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa.

Sobre as demolições previstas nas ilhas-barreira da ria Formosa, o arquiteto José Pacheco assegurou que as 60 notificações enviadas aos proprietários de habitações nos núcleos dos Hangares e do Farol “são as únicas que estão previstas para o mandato final da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa”, uma vez que a sociedade está em fase de extinção.

Antes da audição do presidente do conselho de administração da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, a comissão parlamentar ouviu o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, que garantiu que a retoma do processo de demolições na ria Formosa vai deitar abaixo um total de 60 habitações durante os próximos três anos.

“Constatando-se o risco, que será avaliado de três em três anos, mais habitações terão que ser retiradas daquele espaço, mas, nos próximos três anos, serão estas 60 e não haverá mais demolição alguma”, afirmou João Matos Fernandes, no âmbito da audição parlamentar.

No final de novembro, o Governo anunciou José Pacheco como novo presidente do conselho de administração da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa e Rogério Gomes como vogal, depois de os antecessores terem renunciado aos cargos no final de outubro.

Sebastião Teixeira e João Alves renunciaram aos cargos a 27 de outubro, no mesmo dia para o qual estava agendada a posse administrativa de 40 casas na ilha do Farol, data que o Governo tinha adiado, poucos dias antes.

A contestação dos habitantes das ilhas da Ria Formosa deixou o processo num impasse, depois de tribunais terem aceitado providências cautelares para suspender as demolições.

Nessa altura, eram 81 as construções sinalizadas para demolição em ambos os núcleos, número que agora baixou para 60.

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