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Suspensa há um ano, Variante a Faro é usada para “jogging” (com fotos)

A obra arrancou em 2009 com um orçamento de 17 milhões de euros, mas foi suspensa em março, assim como toda a empreitada de requalificação da Estrada Nacional 125, por dificuldades financeiras do consórcio construtor.

A construção da segunda fase da variante permitiria retirar do centro de Faro uma média de 20 mil carros por dia, reduzindo filas de trânsito e engarrafamentos, disseram à Lusa responsáveis locais.

Mas enquanto as obras não ficam concluídas, a estrada é usada para fazer "jogging", obrigando a que se mantenham encerradas pelo menos duas estradas municipais, na Penha e no Rio Seco, onde a paragem das obras não passa despercebida.

Do troço da EN 125 que liga Faro a Olhão a obra inacabada é bem visível, com trabalhos de terraplanagem já efetuados e pilares que hão de sustentar passagens superiores à via e que ainda não foram construídas.

“O prejuízo é, de facto, muito grande, porque são muitas e muitas centenas de carros, e sobretudo camiões, que entram dentro do casco urbano e que poderiam fazer essa variante”, refere o presidente da Câmara de Faro (PSD).

Segundo informações prestadas por representantes do Governo a Macário Correia, a obra deverá ser retomada entre fevereiro e março de 2013, sendo ainda necessários cerca de seis meses de obra para concluir os trabalhos.

Mas enquanto a obra não é retomada, os trabalhos que já estão feitos têm vindo a degradar-se com a chuva, denuncia Luís Graça, que integrava o executivo quando a obra arrancou e atualmente presidente do PS/Faro.

Para aquele responsável, o atraso em retomar a obra é uma manobra “deliberada” da maioria PSD/CDS no Governo e na autarquia, que querem “fazer coincidir a inauguração” com as próximas eleições autárquicas.

Luís Graça considera que "não há nenhuma explicação para que a obra tenha parado e ficado um ano naquele estado” e estima que parte da obra tenha que ser refeita, com custos adicionais para o contribuinte.

“Basta observar os taludes, que estão completamente desestabilizados, para percebermos que muitos terão que ser refeitos e reforçados”, sublinha o ex-autarca.

Contactada pela Lusa, fonte da Estradas de Portugal (EP) adianta que o eventual impacto da suspensão dos trabalhos “é da responsabilidade da concessionária” e não representa custos adicionais para a empresa.

Nos termos do Memorando de Entendimento estabelecido entre a EP e a Rotas do Algarve Litoral, a concessionária deverá agora apresentar um novo plano de trabalhos para a execução da obra na EN 125, onde se inclui a conclusão da Variante a Faro.

A segunda fase da variante inclui um traçado totalmente novo com 2,5 quilómetros, a execução de três pontes, seis passagens superiores e uma inferior, adiantou ainda fonte da empresa.

Lusa

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