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Taxa de execução do Programa Operacional do Algarve atinge os 65%

Po_algarve21O Algarve duplicou, em dois anos, as aprovações de projetos apoiados pelo Programa Operacional Algarve 21, tornando-se na segunda região portuguesa com maior execução, disse ontem o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

“A 31 de dezembro de 2013 éramos a quarta região do continente em termos de execução, tínhamos 33% de execução”, contou à Agência Lusa David Santos, acrescentando que em maio deste ano a região atingiu os 65% de execução.

Em termos de execução do programa, o Algarve está em segundo lugar a nível nacional e a meta, até ao final de 2014, é atingir os 80%.

Aquele responsável assumiu que “o objetivo é ficar em primeiro lugar no que diz respeito à execução”, porque é um patamar que implica a intensificação da dinâmica económica regional.

O Programa Operacional do Algarve (PO Algarve 21), está inserido no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e atribuiu apoios provenientes de fundos comunitários para comparticipação de projetos desenvolvidos no Algarve.

Entre as razões do êxito alcançado, David Santos apontou uma aproximação da equipa responsável pelo PO Algarve 21 às empresas e a busca conjunta pela resolução de problemas e a redução dos prazos de pagamento dos apoios de 70 dias, em 2012, para 29 dias, atualmente.

A redução dos prazos de pagamento é vital porque significa a rápida introdução dos fundos comunitários na economia, explicou David Santos.

Permanecem dificuldades para os promotores dos projetos apoiados, nomeadamente o facto de o Algarve ter o dobro da média nacional da taxa de crédito vencido, dificuldades na obtenção de financiamento, taxas elevadas, entre outras, prosseguiu.

Os resultados do PO Algarve 21, apresentados hoje na sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, revelaram que cerca de 70% das empresas que concorrem estão ligadas ao setor turístico e começam a surgir projetos nas áreas do mar e agroalimentar.

David Santos admitiu que só ficará satisfeito quando o programa estiver fechado e for “confirmado que nem um cêntimo se tem de devolver à Comissão Europeia”.

Para o próximo quadro comunitário de apoio, David Santos identificou algumas linhas-chave, nomeadamente a prioridade a projetos conjuntos municipais ou empresariais, ao fomento de candidaturas apoiadas por vários fundos, promoção da requalificação em detrimento da construção, duplicação do apoio às empresas e incremento da transferência do conhecimento universitário para o mundo empresarial.

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