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Sessao_apresentacao_resultados_algarve21O Programa Operacional do Algarve – PO Algarve 21 apresentava, no final de junho, uma taxa de execução de 85%, correspondente a um valor superior a 279 milhões de euros de investimento, relativos às mais de 600 candidaturas aprovadas.

Segundo o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, David Santos, metade dos projetos aprovados estão ligados ao sistema de incentivos às empresas, que apresenta uma taxa de execução superior a 100%. Mais de dois terços das candidaturas a este sistema são da área do turismo.

Ainda de acordo com o responsável, que falava ontem aos jornalistas à margem da apresentação dos resultados do PO Algarve 21, na sede da CCDR/Algarve, em Faro, não houve nenhuma candidatura do setor do turismo na área da Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, o que representa um “problema” para a região.

Ainda assim, o Algarve é a região integrada no segundo nível da Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUTS II) com a maior taxa de execução do sistema de incentivos a empresas, no continente, taxa que é atualmente superior a 100%, reiterou o presidente da CCDR.

De acordo com David Santos, o Algarve ainda está a “recuperar gradualmente” o atraso que tinha relativamente aos outros programas operacionais, atraso que se deveu essencialmente à conjuntura económica, uma vez que quando o programa foi lançado, em 2007, a expetativa era de crescimento.

“Isso refletiu-se na capacidade de os beneficiários se candidatarem e executarem as operações que pretendiam, nomeadamente os municípios”, observou.

Para o próximo quadro comunitário, David Santos identificou algumas linhas-chave, como a aposta nos territórios de baixa densidade, na eficiência energética, no reforço da inclusão e a visibilidade dos recursos endógenos associados ao emprego e ao território, e no incremento da competitividade do setor do turismo.

O CRESC Algarve (que decorre entre 2014 e 2020) terá uma verba de 319 milhões de euros, quase metade dos quais (140 milhões de euros) se referem a apoios a atribuir no âmbito do sistema de incentivo a empresas.

Apesar de não haver grandes diferenças, em termos de valor, relativamente ao anterior quadro, David Santos considera que o cálculo da verba a atribuir ao Algarve deveria ter em conta a população não residente, o que não aconteceu.

Desde 2007 que o Algarve está num período de transição denominado phasing-out, que significa que a região apresenta um nível de vida acima da média da União Europeia.

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