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“O Carnaval influenciou as taxas de ocupação e o facto de ter sido em fevereiro e não em março, como aconteceu em 2011, reflectiu-se nesta subida que não é significativa, se levarmos em consideração o volume de negócios que teve um acréscimo de apenas 0,3%, devido à redução dos preços praticados”, explicou hoje à Lusa Elidérico Viegas, presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Segundo os dados avançados hoje pela AHETA, as principais subidas, em termos de nacionalidades, registaram-se nos mercados holandês (+18,7%) e britânico (+7,1%). Já os mercados espanhóis (-8,1%) e alemão (-6,4%) verificaram as descidas mais importantes.

“Não tenho dúvidas de que as quebras registadas no mercado espanhol se devem, em grande parte, às portagens”, argumentou o presidente da AHETA, apontando o mercado holandês como “um caso de sucesso no turismo vocacionado para a terceira idade, onde são preponderantes.”

Os números da AHETA refletem um aumento da procura na zona de Portimão / Praia da Rocha (+12,8%) e Vilamoura / Quarteira / Quinta do Lago (+20,0%), ao contrário de Faro / Olhão ( 31,1%), Carvoeiro / Armação de Pêra (-6,4%) e Tavira (-5,4%) que registaram as maiores quebras na procura por parte dos turistas.

Por sua vez, Albufeira, a principal zona turística do Algarve, registou uma quebra na procura de 1,6%.

Monte Gordo e Vila Real de Santo António foi a zona que registou a taxa de ocupação mais elevada (70,4%), o que, segundo Elidérico Viegas, reflete a aposta destes concelhos no turismo de terceira idade, enquanto a zona de Lagos / Sagres registou a mais baixa, com 17,8%.

Também os aldeamentos e apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas apresentaram a taxa de ocupação mais baixa (18,6%), ao contrário dos hotéis e aparthotéis de duas estrelas que registaram uma maior procura (41,4%).

Lusa

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