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Descrito por Olga Roriz como sendo um espectáculo alegre, colorido e com um pouco de humor negro à mistura, “Inferno” surge na sequência de “Paraíso”, uma encenação anterior da companhia dirigida pela coreógrafa.

“Quando acabei o ‘Paraíso’ percebi que havia mais coisas que queria explorar na saga do musical americano”, explicou à Lusa, acrescentando que “Inferno” aborda ainda o tema dos problemas sociais e das relações humanas.

“Acabamos por explorar os pequenos infernos que nos acontecem diariamente”, sublinhou a coreógrafa, salientando tratar-se de um espectáculo pluridisciplinar em que os bailarinos são também actores e cantores.

Com referências musicais que remetem para os universos de Billie Holiday e Elvis Presley, mas também de intérpretes mais actuais como Pink Martini, Ana Carolina ou Ney Matogrosso, “Inferno” explora o interior dos bastidores do “show business”.

Segundo a coreógrafa, ao contrário de “Paraíso”, que era mais escuro e deprimente, “Inferno” é mais alegre e colorido, retratando um espaço de libertação onde a maldade, o pecado e a fraqueza não são punidos.

De acordo com Olga Roriz, o espectáculo, que não tem propriamente um fio condutor, “convida” o público a transformar-se em júri dos aspirantes a artistas que participam em audições imaginárias.

“Inferno” sobe ao palco do Teatro das Figuras às 21:30 de sábado, tem a duração de 90 minutos e os bilhetes custam entre 10 a 12 euros, com descontos para maiores de 65 anos e preço único de cinco euros para menores de 30.

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