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TeledermatologiaO recurso à telemedicina para a dermatologia no Algarve permitiu a redução em 20 dias do tempo de espera para uma consulta nesta especialidade e a sua utilização está a ser experimentada em áreas como a saúde nas prisões.

A informação foi avançada à agência Lusa pelo presidente do conselho de administração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Henrique Martins, a propósito da Semana de eHealth, que começou na segunda-feira em Lisboa e decorre até sexta-feira.

O encontro, que reúne especialistas nacionais e internacionais visa promover, à escala mundial, o debate e a partilha de conhecimentos sobre o recurso às novas tecnologias para a saúde.

Um dos temas em debate será a telemedicina, uma aposta deste governo e que, de acordo com Henrique Martins, já proporcionou a redução de 190 para 170 no número de dias de espera para uma consulta de dermatologia no Algarve.

Nesta zona do país, mais de metade dos doentes de dermatologia são referenciados pelos médicos de família, primeiro para teledermatologia (rastreio dermatológico) e depois, caso o dermatologista entenda, para uma consulta presencial, disse.

Nas situações sem necessidade de consulta, o caso é despistado e o médico de família informado da indicação do dermatologista.

“Esta tecnologia é algo que está a começar a resolver a lista de espera para as consultas de dermatologia convencionais”, disse.

Antes deste recurso, a lista de espera era ainda maior, uma vez que nesta região apenas existia um dermatologista.

“Só havia um dermatologista e continua a haver só um, mas agora, com esta possibilidade, ele consegue ver primeiro as fotografias, faz um primeiro rastreio, e depois já só gasta tempo de consulta com o doente frente a ele, com certos doentes”, disse.

O mesmo aconteceu em Bragança. Nas regiões onde há mais dificuldade de acesso, “a telemedicina pode ser e já está a ser útil”.

Segundo Henrique Martins, existem em Portugal outras áreas em que a telemedicina funciona bem, como teleimagiologia e a telepatologia.

Há ainda outras experiências em curso, como o uso da telemedicina na Via Verde do AVC (acidente vascular cerebral), em fase de experimentação na zona Centro, ou o recurso a este instrumento na saúde dos reclusos porque poupa muito na deslocação e permite melhores cuidados de saúde dos reclusos.

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