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O fenómeno meteorológico danificou ou destruiu completamente mais de nove hectares de estufas, sobretudo de tomate, pertencentes a nove agricultores, adiantou Eduardo Ângelo, presidente da Associação dos Produtores Horto-Frutícolas do Algarve (UNIPROFRUTAL).

“Ficaram destruídas ou danificadas 430 mil euros de estruturas, a que se somam 210 mil euros de perdas de colheitas”, contabilizou o dirigente associativo que, na quarta-feira, visitou as áreas afetadas, acompanhado pelo diretor regional da Agricultura e Pescas do Algarve, Castelão Rodrigues.

Os agricultores esperam agora que o Governo providencie ajudas para os produtores afetados, já que “os seguros de colheitas são completamente desadequados da realidade e as companhias de seguros não os fazem para as estufas”, disse, garantindo que nenhum dos nove proprietários tem aquele seguro.

“A nível comunitário ou do Estado português existem mecanismos de compensação para estas situações, que podem passar por linhas de crédito bonificadas ou pelas ajudas previstas para casos de intempéries”, afirmou.

Além das estufas de tomate, foram também destruídas ou danificadas estruturas de produção de pimento, feijão verde e pepino.

Segundo o mesmo dirigente, o diretor regional da Agricultura e Pescas do Algarve está hoje em reuniões no ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, para tratar deste assunto.

Na quarta-feira, a presidente da Associação de Agricultores do Concelho de Faro e Concelhos Limítrofes, Ana Lopes, disse à Lusa que a intempérie da madrugada de segunda-feira destruiu pelo menos 10 por cento das estufas de todo o Algarve, cálculo que é confirmado pelo dirigente da UNIPROFRUTAL.

O temporal da madrugada de segunda-feira provocou 16 feridos, dois dos quais em estado grave e destruiu parcialmente o edifício principal do aeroporto de Faro, levando ao fecho da zona de chegadas.

Lusa
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