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“Pessoalmente tenho conhecimento de oito hectares destruídos, mas outras indicações que tenho apontam para um mínimo de 10 e um máximo de 12 hectares, num total de 100 hectares de estufas em todo o Algarve”, precisou Ana Lopes, presidente da Associação de Agricultores do Concelho de Faro e Concelhos Limítrofes.

Escusando-se a quantificar os prejuízos, por falta de dados, a dirigente garantiu que pelo menos 10 agricultores foram afetados, numa zona que vai das estufas existentes junto ao Alto de Santo António, na cidade de Faro, até à Via do Infante.

A agricultora descreve o fenómeno meteorológico da madrugada de segunda-feira como “um risco que destruiu tudo o que encontrou, que começou no Alto de Santo António e foi avançando pela Penha e Rio Seco, acabando a vários quilómetros na via do Infante”.

As estufas em causa produziam vários tipos de frutos, legumes e leguminosas, como melão, tomate e feijão verde.

Ana Lopes lamenta que os seguros de colheitas não abranjam as estruturas das estufas e sublinhou que os agricultores “não sabem se vão ser ressarcidos dos prejuízos”.

“Continua a haver seguro apenas para as colheitas, o que não se justifica. A estrutura é um complemento da cultura”, disse, recordando que “quando apareceu o seguro de colheitas abrangia também as estruturas”.

Essa anexação deixou de acontecer nos anos 90, disse, “quando houve um temporal na zona de Odemira que provocou muitos estragos, as seguradoras tiveram muitos prejuízos e o Estado fez-lhes a vontade e separou a colheita da estrutura”.

O diretor regional da Agricultura e Pescas do Algarve, Castelão Rodrigues, está esta manhã a avaliar os prejuízos causados pelo mau tempo e remeteu para a tarde um balanço dos estragos.

O temporal da madrugada de segunda-feira provocou 16 feridos, dois dos quais em estado grave e destruiu parcialmente o edifício principal do aeroporto de Faro, levando ao fecho da zona de chegadas.

Lusa
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