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"Até ao momento registaram-se seis desmoronamentos de falésias com grande expressão, entre as praias das Abelharucas e Oura. Apesar disso, a área mais crítica é a Ilha da Fuzeta, onde o temporal levou à destruição de quatro casas de férias", afirmou Valentina Calixto.

A responsável da ARH acrescentou que a ilha da Fuzeta "tem 76 edificações e já estava referenciada como área ‘altamente vulnerável’", onde desde 2008 já ruíram 20 habitações.

"O que tivemos foi três temporais seguidos, que, pela sua frequência, afectaram o assoreamento de todas as praias da região", explicou, precisando que normalmente costumam ocorrer "com um período de retorno entre cinco e 10 anos".

A presidente da ARH do Algarve frisou que a frequência dos temporais fez com que "houvesse um desassoreamento das zonas mais a poente das praias", tendo os casos mais graves de erosão sido registados nas praias do Peneco, Abelharucas e Vale do Olival, onde durante a tarde houve trabalhos para evitar a destruição do apoio de praia pelo mar.

"Tecnicamente, dentro de dois meses a areia será reposta pelo próprio mar. O único caso em que o enchimento será artificial é o de Vale do Lobo. A ARH, em parceria com o empreendimento turístico de Vale do Lobo, vão proceder à recarga de 1,25 milhões de metros cúbicos de areia, numa extensão de frente de mar de quase cinco quilómetros, entre as praias de Forte Novo (Quarteira) e de Vale do Garrão (Almancil)", precisou Valentina Calixto.

A responsável máxima da ARH Algarve acrescentou que o enchimento da praia de Vale do Lobo representa "um investimento repartido de 8,6 milhões de euros, executado entre Fevereiro e Julho" e está previsto "resistir uma década".

"A ARH e câmara de Loulé tiveram de abrir a foz da ribeira do Almargem (Almancil) devido ao facto de ter transbordado e inundando o parque de campismo local. Além disso, há várias situações de fragilidade nas ribeiras da região que têm vindo a ser acompanhadas pela ARH, que já teve que intervir na ribeira de Quarteira e em algumas do concelho de Tavira", adiantou Valentina Calixto.

Calixto disse ainda que a "a ARH tem tentado controlar as descargas das albufeiras do Funcho e do Arade no sentido de evitar cheias em Silves" e que a situação meteorológica "tende a desagravar-se, embora a partir de domingo possa de novo chuvas".

Os apoios de praia afectadas são os da praia do Barranco do Vale do Olival (Silves), Vale do Lobo e praia das Júlias (Loulé), praia da Oura e do Inatel (Albufeira).

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