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Terminou hoje a oitava edição do Festival Jota que acolheu cerca de 1100 pessoas

Foto © Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

Terminou hoje, no Vale das Almas, em Faro, a oitava edição do Festival Jota, o maior evento de música de inspiração cristã realizado em Portugal e um dos maiores da Península Ibérica, que este ano se realizou pela primeira vez no Algarve com início na passada sexta-feira, após a tarde e noite de quinta-feira de receção aos participantes que vieram acampar.

Ao longo dos quatro dias terão passado pelo recinto da iniciativa, segundo a organização, cerca de 1100 pessoas, um pouco de todo o país e também de Itália, concretamente membros de um grupo de fãs da banda cabeça de cartaz do festival, os “The Sun”.

Na eucaristia desta manhã, que marcou o encerramento do evento, o bispo do Algarve que presidiu à celebração, destacou que a música como uma “forma eloquente de celebrar a fé, de dizer Deus, Jesus Cristo e o evangelho, de construir fraternidade” e como “uma maneira diferente de rezar”.

D. Manuel Quintas disse que é Deus “que inspira a fazer da música caminho de encontro com Ele, com os outros e de leitura do mundo”. “Exprimimos através da música aquilo que nos vai no coração e sabemos como a música é uma linguagem única que nos transporta para o transcendente, para esse encontro com Deus que nos leva a exprimir sentimentos e a partilhá-los com os outros que, de outra maneira, não conseguiríamos”, sustentou.

O prelado lembrou ainda aos jovens que a “palavra de Deus é um convite” é um convite de adesão a Cristo. “É n’Ele e por Ele que encontramos o caminho da verdadeira vida. É n’Ele e por Ele, como cantastes de tantas maneiras e modos nestes dias nas vossas canções de inspiração cristã, que encontramos o verdadeiro sabor da vida plena e a alegria de viver”, afirmou, pedindo aos jovens que não desperdicem a vida”. “A Palavra de Deus quer alertar-nos para não desperdiçarmos as nossas forças e energias, sobretudo as vossas, caros jovens, na procura daquilo que é efémero e passageiro, daquilo que, equivocamente, tantas vezes vem com o rótulo de felicidade, alegria, bem-estar e de projeto conseguido, mas verificamos que não, porque o nosso coração nasceu para coisas maiores”. “A grande obra de Deus é que acreditemos e assumamos a pessoa de Cristo na nossa vida porque Ele é esse «pão» que sacia todas as fomes. É Ele que dá sentido pleno à nossa vida”, prosseguiu.

Foto © Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

D. Manuel Quintas pediu ainda aos jovens para celebrarem o Jubileu da Misericórdia, proclamado pelo papa Francisco, como forma de preparação para a Jornada Mundial da Juventude do próximo ano. “Esta gostaria que fosse a mensagem que levais convosco da realização deste festival que nos há de unir, enquanto iniciativa nacional da Igreja em Portugal, no caminho que vamos percorrer ao longo deste ano, preparando-nos para a celebração da Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia (Polónia)”, referiu.

No final da celebração, o bispo diocesano agradeceu a iniciativa do festival e disse que a “gratidão é de toda a Diocese do Algarve”. D. Manuel Quintas agradeceu de maneira particular ao casal coordenador do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil pelos anos de serviço à diocese algarvia que agora termina.

O padre Jorge Castela, da direção artística do evento, agradeceu a todos os que colaboraram e estiveram por detrás da realização do festival. “Acima de tudo queria agradecer a Deus porque fez com que fosse possível estarmos aqui neste momento”, afirmou. Aquele responsável informou que não haverá edição do Festival Jota no próximo ano porque “as Jornadas Mundiais da Juventude em Cracóvia vão envolver muito esforço da parte de todos os serviços diocesanos da Pastoral Juvenil” e também porque “este ano não houve candidaturas para o Festival Jota 2016”, confessou.

O sacerdote informou ainda que das quatro bandas-revelação (três das quais algarvias) de ‘O teu palco’, um espaço destinado à divulgação de novos projetos musicais de inspiração cristã, a Banda Alegre de fora da diocese algarvia foi a vencedora da edição deste ano, pese embora o júri tenha achado que “poderá não ter a qualidade suficiente para abrir o palco principal numa próxima edição” do Festival Jota. “Isto significa que a banda vai ter que mostrar trabalho até à próxima edição para provar que merecem estar no palco principal”, advertiu o padre Jorge Castela.

O padre Eduardo Novo, diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, começou por agradecer à organização logística do festival. “Obrigado ao Secretariado Diocesano do Algarve pela missão, pelo testemunho e pela força”, afirmou, agradecendo também à organização artística do evento. “O Festival Jota é uma forma autêntica de vivenciarmos aquilo que é o nosso testemunho e a nossa alegria da fé. Aspirai às coisas do alto. Não nos conformemos com a banalidade ou a mediocridade. Levai a alegria de ser cristãos”, pediu aos jovens.

Folha do Domingo foi um dos media partners da edição deste ano do Festival Jota.

Homilia do bispo do Algarve, D. Manuel Quintas: 

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