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Foto © Samuel Mendonça
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A cadeia de oração permanente ao Santíssimo Sacramento (Lausperene), que a Igreja Católica algarvia promoveu uma vez mais, iniciada no passado dia 30 de Outubro em Silves, concluiu-se no último sábado com uma celebração eucarística presidida pelo bispo do Algarve na igreja matriz de Olhão.

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“Foi toda a diocese que esteve unida, construindo esta cadeia de oração que não pode terminar aqui”, alertou D. Manuel Quintas na eucaristia que pretendeu “ser de ação de graças” e na qual foram instituídos dois seminaristas nos ministérios de leitor e acólito. “Quando Jesus disse «pedi ao Senhor da messe que mande trabalhadores para a sua messe», não disse durante 15 dias só”, evidenciou, acrescentando ser “preciso continuar a rezar para que surjam nas paróquias do Algarve mais vocações sacerdotais”.

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“Que bom que seria que a eucaristia fosse para nós também estímulo a continuarmos a rezar pelas vocações”, prosseguiu, lembrando a importância da oração na presença da eucaristia. “Certamente que a oração que melhor chega ao «coração» de Deus é aquela que fazemos diante de Jesus na eucaristia porque estamos a pedir-lhe servidores da eucaristia e para a eucaristia”, justificou, lembrando que “ligada ao sacerdote, ao sacramento da Ordem, está a eucaristia” e que “sem sacerdotes não há eucaristia, não há Igreja”.

No último domingo, na eucaristia de encerramento do Ano Santo da Misericórdia, dia em que terminava também a Semana dos Seminários que se realizou a nível nacional de 6 a 13 deste mês, D. Manuel Quintas reforçou a necessidade da continuidade da oração vocacional. “Tem de continuar porque é um dever que todos nós devemos assumir como pessoal ligado ao nosso próprio batismo”, afirmou na Sé de Faro.

Em Olhão, o bispo diocesano desafiou cada cristão a “crescer sempre mais no apreço pelo Seminário”, salientando que aquela instituição “é o «coração» da diocese”. “Toda a diocese rejuvenesce porque é «oxigenada» por um «coração que bate» à medida e a compasso com o coração de Cristo em todos sentidos e dimensões”, afirmou.

No domingo, na Sé de Faro, o prelado pediu que cada cristão continue a sentir o Seminário como seu, como “prolongamento” da sua própria família e a crescer “sempre mais no apreço por ele e pela sua missão, na oração, no apoio, no estímulo e na alegria”.

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Em Olhão, D. Manuel Quintas dirigiu, por fim, um apelo vocacional aos jovens presentes. “Não deveis ter medo se Cristo vos chama. Se Ele chama, Ele não falha. Ele dá aquilo que cada um precisa para poder responder e para poder viver em fidelidade. Se Ele disse «Eu estarei convosco», esta certeza é ainda mais presente naqueles que Ele chama a uma vocação de especial consagração na Igreja ou como sacerdotes, como missionários ou missionárias na vida consagrada”, afirmou, lembrando que “a vocação é um dom de Deus que está aberta a todos”. “É Ele que escolhe e Ele escolhe muito. Há é poucos que respondem ou que não conseguem chegar a este encontro com Ele”, complementou o bispo do Algarve que enumerou ainda o elenco deste ano letivo do Seminário de São José.

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No sábado, na Sé de Faro, o bispo diocesano apelou ao apoio das paróquias para com os vocacionados. “Cada vez que algum jovem nos revela que sente esse chamamento, que encontre na comunidade cristã esse apoio, de modo que não lhe faltem as forças para poder, de coração aberto, deixar-se conduzir pela ação de Deus”, pediu.

O Lausperene, que a Diocese do Algarve promove anualmente desde 2004, para pedir vocações de consagração, tanto no sacerdócio, como na vida religiosa ou nos institutos seculares, concluiu-se depois de ter passado pelas paróquias que constituem as quatro vigararias da Igreja Católica algarvia, pelas suas comunidades, congregações, grupos e movimentos.

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