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"Várias trabalhadoras afetas a uma empresa de limpezas, que prestava serviço para o Continente, receberam hoje as cartas de despedimento", disse à agência Lusa Maria José Madeira, à porta do Retail Park, onde o sindicato tinha agendado para esta manhã um plenário com os trabalhadores daquele espaço comercial.

Segundo a sindicalista, o encontro com os trabalhadores "acabou por não se realizar, porque alguns deles estavam na altura a receber as cartas de despedimento".

Maria José Madeira reafirmou a sua preocupação com o futuro dos mais de 300 trabalhadores do Retail Park de Portimão, cujas lojas foram destruídas por um incêndio na madrugada do dia 23 de setembro.

"A preocupação é muito grande, porque são trabalhadores que têm os postos de trabalho em risco se as empresas não reabrirem as lojas", disse.

No local encontrava-se também o deputado do PCP, eleito pelo círculo de Faro, que prometeu "levar o assunto à Assembleia da República".

"Estamos a acompanhar e a estudar a situação para vermos que tipo de iniciativas é que poderemos tomar no sentido de salvaguardar estes cerca de 400 postos de trabalho", destacou Paulo Sá.

Sete grandes superfícies do Retail Park de Portimão – Decathlon, AKI, Staples, Rádio Popular, DeBorla, Moviflor e Continente – ficaram completamente destruídas na sequência de um incêndio que deflagrou na madrugada do dia 23 de setembro.

As chamas só não atingiram uma oficina de mecânica automóvel – FeuVert -, a zona da restauração e uma estação de abastecimento de combustível.

Entretanto, fonte da segurança daquele espaço comercial disse que o acesso ao local continua vedado, "devendo as peritagens policiais e das companhias de seguro iniciar-se a partir de terça-feira".

Lusa

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