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Trabalhadores dos postos da Petrofer no Algarve exigem pagamento de salários em atraso

PetroferOs trabalhadores dos postos de combustível da Petrofer no Algarve exigiram na sexta-feira à empresa o pagamento de dois meses de salários em atraso, situação que “afeta” a maioria dos 54 funcionários dos seus 14 postos de abastecimento.

Cátia Morais, da Comissão Sindical da Petrofer, disse à agência Lusa que os trabalhadores têm neste momento um conjunto de problemas que pretendem ver resolvidos, nos quais se inclui também a falta de combustível e de materiais para venda nos postos da empresa, que “foi vendida a 30 de setembro”.

“O primeiro é o facto de os salários se encontrarem em atraso. Há algumas pessoas que quando o salário vencer, a 09 de novembro, já têm três meses de salários em atraso”, precisou a mesma fonte.

A representante dos trabalhadores criticou a situação “frequente neste mês de outubro” de os “postos se encontrarem sem combustíveis, sem materiais nas lojas, exceto os três postos da Tangerina”, o que faz com que, “neste momento, estejam abertos mas os trabalhadores não tenham nada que fazer”.

“Há colegas que estão nos postos sem fazer absolutamente nada, estão só a cumprir horário”, disse Cátia Morais, lamentando a alegada inexistência de interlocutores na empresa desde que esta foi vendida.

A Comissão Sindical e o Sindicato deslocaram à sede da empresa e foram recebidos, segundo Cátia Morais, “por um senhor, que supostamente seria financeiro e disse que na segunda-feira teria uma resposta” para estes problemas e para a falta de materiais para transporte pelos motoristas da empresa, ”obrigados a ir ao escritório todos os dias e sem nada para transportar”.

Cátia Morais acrescentou que o representante da nova administração disse que “talvez no dia 07 de novembro haja alguma reposta”.

António Hilário, do Sindicato das Industrias Transformadoras, Energias e Ambiente do Sul, disse à Lusa que os trabalhadores e a estrutura sindical vão esperar pela resposta da empresa no dia 07 de novembro e, “se esta não for positiva” adotarão outras formas de luta.

Entretanto, o sindicato e os representantes dos trabalhadores vão também reunir-se com uma responsável regional da Autoridade Para as Condições no Trabalho (ACT), a que apelam para que tome uma posição sobre esta matéria.

Os trabalhadores da Petrofer vão, a 08 de novembro, reunir-se e debater em plenário a posição manifestada pela empresa e pronunciar-se sobre eventuais formas de luta a adotar para conseguirem receber os salários em atraso e conservarem os postos de trabalho.

A agência Lusa tentou obter esclarecimentos da administração da empresa, com sede em Faro, mas tal não foi possível até ao momento.

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