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Em declarações à Lusa, a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, afirmou que o início das demolições era o concretizar de um objetivo assumido no início do ano.

"Estes trabalhos para a requalificação da Ilha da Fuzeta foram só possíveis com a compreensão das pessoas e entidades oficias e deverão estar prontas aquando o início da época balnear. Está dado mais um passo para a requalificação da frente marítima do Algarve", acrescentou a ministra do Ambiente.

O Ministério começa hoje a montagem do cais e transporte das máquinas que vão permitir a demolição de construções em risco, remoção de escombros e limpeza final do areal da praia e do leito da Ria Formosa.

Todos os proprietários das casas construídas em Domínio Público Hídrico na ilha da Armona aceitaram desocupar as edificações até à data imposta pelo Governo – 23 abril – para que sejam acionadas as demolições nos meados da próxima semana, adiantou fonte da assessoria do Ministério do Ambiente.

"Esta primeira fase deverá estar terminada em junho, arrancando a fase final de requalificação a seguir à próxima época balnear", explicou a mesma fonte, referindo que estes trabalhos representam um "investimento superior a 441 mil euros".

A monitorização permanente que está a ser feita à ilha registou, nos últimos dias, mais seis construções atingidas pela força do mar, ou seja, o avanço do mar já levou à destruição de cerca de 50 construções daquela ilha.

As tempestades de mar registadas na praia da Fuzeta destruíram total ou parcialmente 44 das 71 casas existentes naquele núcleo habitacional.

Sete casas foram destruídas em dezembro de 2009, 11 em janeiro de 2010, 17 em fevereiro e mais nove em março, segundo dados da ARH.

A 25 março os proprietários daquelas casas foram intimados pela Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve a desocupar as edificações até 23 de abril para as demolições avançarem.

A ARH toma posse administrativa das edificações a partir de segunda-feira, dia 26, e a partir dessa data as demolições podem avançar.

Fonte da assessoria do Ministério do Ambiente garantiu que os trabalhos de demolição estão previstos arrancar em meados da próxima semana.

A ilha da Armona faz parte de um conjunto de ilhas da Ria Formosa, um sistema lagunar único no mundo, alvo de um programa de requalificação denominado "Polis Litoral Ria Formosa".

O programa Polis tem um período de intervenção até 2012 e a área de intervenção é de 48 quilómetros de frente costeira e 57 quilómetros de frente lagunar, abrangendo cinco municípios: Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.

O objetivo principal é proteger e requalificar a zona costeira visando a prevenção de risco e promovendo a conservação da natureza e biodiversidade com uma gestão sustentável.

Lusa

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