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A transmissão televisiva em direto, por um canal internacional, da Volta ao Algarve vai ajudar a promover a região enquanto destino turístico e aumentar a notoriedade da prova, consideraram ontem responsáveis pela organização do evento.

“O ciclismo é cada vez mais um evento de promoção territorial e a oportunidade que estamos a ter, num contexto desportivo, de exibir estas paisagens e a região por todo o mundo é com certeza um elemento que irá diferenciar e provocar uma enorme notoriedade no destino Algarve”, declarou aos jornalistas Delmino Pereira, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).

Já o presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, que falava igualmente à margem da sessão de apresentação da prova, disse acreditar que se a transmissão não se realizasse este ano, “para o ano grande parte destas equipas, e destes corredores, procuravam outras voltas com mais visibilidade”, uma vez que ninguém quer fazer uma prova “para um circuito fechado”.

A 43.ª Volta ao Algarve, que se realiza entre 15 e 19 de fevereiro, será transmitida para toda a Europa pela cadeia televisiva internacional Eurosport, com uma hora diária de transmissão em direto para 55 países e 68 milhões de lares, podendo, em Portugal, ser acompanhada na TVI24.

A transmissão, em direto, da última hora de cada etapa, diariamente entre as 16:00 e as 17:00, fez com que, este ano, o orçamento da prova duplicasse relativamente ao ano passado, para 600 mil euros, metade dos quais são suportados pela Região de Turismo do Algarve (RTA) e pela Associação de Turismo do Algarve (ATA), em parceria com o Turismo de Portugal.

Segundo Desidério Silva, o investimento de 300 mil euros – metade pela RTA, que garante a produção dos conteúdos para a transmissão, e outra metade pela ATA, que garante a transmissão -, é “um investimento razoável para um retorno brutal”, valorizando um evento que é “um projeto nacional” e não apenas do Algarve.

“Todas as entidades perceberam que esta duplicação de custos multiplicou por dez vezes a oportunidade de comunicarmos o Algarve e de provocarmos notoriedade tanto na prova, como na região”, observou, por seu turno, Delmino Pereira, frisando que o ciclismo é cada vez mais “um produto de entretenimento”.

A aposta na promoção turística reflete-se no percurso da Volta ao Algarve, cujas etapas foram desenhadas com esse objetivo, acrescentou aquele responsável, observando que os últimos 40 quilómetros de cada etapa “foram escolhidos com todo o cuidado” para mostrarem “um pouco de tudo”, desde a serra e a costa algarvias, às cidades, rios e monumentos da região.

No que toca à parte desportiva, Delmino Pereira salientou que esta edição da prova tem, relativamente ao ano passado, “um melhor naipe de ‘sprinters’, de contrarrelogistas e, em termos de corredores de fundo, dos melhores especialistas” em provas de cinco dias.

“Falta-nos aqui um Alberto Contador, mas, no conjunto, o plantel deste ano é superior”, considerou, apontando Luis León Sánchez ou Michal Kwiatkowski como potenciais candidatos à vitória final, apesar de se mostrar esperançado de que haja uma surpresa, com uma “figura da época de 2017” a vencer a prova.

A 43.ª edição Volta ao Algarve, que terá cinco etapas e um total de 772 quilómetros, será disputada por 200 corredores, em representação de 25 equipas, 12 das quais do WorldTour.

A última vez que a prova foi transmitida na televisão por um canal internacional foi em 2012.

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