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Em declarações aos jornalistas por ocasião do I Encontro Transfronteiriço hispano–luso pela suspensão das portagens na Via do Infante, que hoje se realizou em Ayamonte (Espanha), Juan Antonio Millán Jaldón disse que as portagens estão a prejudicar a economia portuguesa e espanhola.

O representante das empresas transportadoras espanholas afirmou que o encontro deu origem à constituição da Comissão Internacional Hispano-Lusa para a Supressão das Portagens na A22.

O encontro transfronteiriço permitiu ainda que a FENADISMER, a Comissão de Utentes da Via do Infante, o Ayuntamiento de Ayamonte, empresários e automobilistas de ambos os lados da fronteira assinassem um manifesto em que apelam ao fim da cobrança de portagens na autoestrada do Algarve.

“Às autoridades estatais, regionais e locais de Huelva, Algarve e Baixo Alentejo solicitamos apoios e participação para atenuar os efeitos negativos das portagens na envolvência da Via do Infante/A22”, pode ler-se no manifesto.

A comissão entende que “o Governo de Portugal deve refletir sobre os efeitos negativos das portagens no desenvolvimento da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia, já que não se estão alcançar os rendimentos previstos”.

João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante, que hoje à tarde organiza também uma nova marcha lenta e buzinão de protesto pela suspensão das portagens na A22, entre Lagos e Bloqueime, na Estrada Nacional 125, afirmou que espera que este organismo “dê grande alento à mobilização contra as portagens na Via do Infante”.

“Sempre quisemos ter grande envolvência a nível empresarial e de outras associações do Algarve, mas também sempre procurámos atingir uma dimensão internacional na luta pelas portagens. Esperamos que a partir de agora reforce a mobilização dos algarvios e das populações de Huelva”, afirmou João Vasconcelos.

Igualmente presente, o vice-presidente do Turismo do Algarve, Almeida Nunes, afirmou que “há empresas com grandes dificuldades” e que as portagens estão “a prejudicar o mercado de proximidade como Espanha”.

“A A22 é uma via extraordinariamente importante para toda a atividade económica que se baseia no turismo e a Estrada Nacional 125 não é alternativa. Até haver uma alternativa viável, são legítimas todas as ações para suspender as portagens que sejam realizadas dentro da legalidade”, acrescentou.

Lusa

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