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Os resultados preliminares do programa apontam ainda para um aumento em 13 por cento da taxa de adesão das mulheres na segunda volta face à primeira, entre 2005 e 2007, sobretudo no interior algarvio, sublinhou Filomena Horta Correia.

“A maior sensibilização do público e o esforço dos profissionais terá contribuído para uma adesão que rondou os 58 por cento”, afirmou aquela responsável, acrescentando que de uma população elegível de 43 mil responderam 25 mil mulheres.

Ao abrigo do programa, cuja terceira fase se iniciou em junho, as autoridades de saúde contactam as mulheres entre os 50 e os 69 anos para efetuarem mamografias grátis numa unidade móvel instalada junto aos centros de saúde.

Entre 2008 e 2010, foram detetados 71 casos de cancro de um conjunto de 100 mulheres suspeitas, sendo que 27 por cento dos tumores eram benignos e 64 eram malignos, referiu à Lusa a coordenadora do programa.

“Apesar de os números parecerem elevados, a verdade é que isto significa que foram detetados três casos de cancro em cada mil mulheres submetidas a exame, valores que são considerados normais”, frisou Filomena Horta e Costa.

Por outro lado, o facto de haver mais casos diagnosticados – na primeira volta a taxa de deteção era de quatro cancros em cada mil exames -, tem a ver com o aumento da adesão das mulheres durante a segunda volta, explica.

Para aquela responsável era bom que houvessem dados de outras regiões do País para se fazer uma avaliação “mais abrangente”, de forma a poder-se comparar resultados, e com um caráter “mais científico”.

A terceira fase do programa arrancou em junho, embora ainda haja mulheres examinadas na segunda fase cujos casos ainda estão em estudo, pelo que os resultados apresentados quarta feira são ainda preliminares.

O programa de rastreio do cancro da mama no Algarve iniciou-se em setembro de 2005 e é organizado e financiado pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve em parceria com a Associação Oncológica do Algarve.

Em Portugal estima-se que sejam detetados anualmente cerca de 4000 casos de cancro da mama em mulheres.

Lusa

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