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O cenário é ainda mais negro do que o registado em 2004, ano em que as taxas de ocupação foram bastante baixas no Algarve, disse hoje em conferência de imprensa o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos do Algarve (AHETA).

Segundo Elidérico Viegas, esta descida acentuada não significa que em termos globais para o País tenham havido menos turistas ou receitas desde há quinze anos, significa que em termos médios para as empresas a situação "foi a pior" desde há quinze anos.

"A crise generalizada reflectiu-se numa descida bastante acentuada das taxas de ocupação e sobretudo nas receitas turísticas das empresas", afirmou Elidérico Viegas à margem da conferência de imprensa onde fez o balanço do ano turístico de 2009.

Por outro lado, salienta, a crise interna existente no Reino Unido – principal mercado emissor de turistas para o Algarve -, causada pela desvalorização da libra face ao euro, também afastou alguns turistas para destinos onde têm mais poder de compra.

Outro dado novo registado em 2009 foi o facto das unidades hoteleiras de três estrelas terem sido as que apresentaram as maiores taxas de ocupação, quando normalmente eram as de quatro e cinco estrelas.

A zona de Monte Gordo foi a que registou a taxa de ocupação média mais elevada do Algarve, com 76 por cento, seguindo-se Albufeira, com 55 por cento e Vilamoura e Quarteira, com 53 por cento.

Quanto a outras áreas do turismo, Elidérico Viegas salientou que se registou no Aeroporto de Faro, em 2009, uma redução de sete por cento no movimento total de passageiros face ao ano anterior.

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