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Equipa da Obra Nacional da Igreja Católica tomou posse em Loulé, apontando à valorização do património

O presidente da Comissão da Pastoral Social e Mobilidade Humana, D. José Traquina, disse hoje que a Igreja Católica assume as “preocupações sociais” com o mundo do turismo, em particularmente relativamente às pessoas que trabalham no setor.
“Não podemos cuidar apenas da Economia financeira, mas também uma Economia social. Precisamos de cuidar das pessoas”, assinalou o bispo de Santarém, num colóquio promovido em Loulé pelo Secretariado Nacional das Comunicações Socais e a Obra Nacional da Pastoral do Turismo (ONPT), da Igreja Católica.
O responsável católico observou a importância de formar os profissionais do turismo e de assegurar que sejam “devidamente remunerados”.
D. José Traquina observou o desafio de acompanhar o setor, por parte da Igreja Católica, “ganhou força, em Portugal”, nos anos que antecederam a pandemia, com o objetivo de promover o turismo como “encontro de culturas” e possibilitar o “acolhimento da espiritualidade presente no património artístico”.
A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, interveio através de uma mensagem em vídeo, desejando “o maior sucesso” à ONPT e manifestando a “total disponibilidade” do Governo para “colaborar” neste trabalho.
A responsável sublinhou o objetivo de promover a atividade turística em todo o território nacional, valorizando “o turismo religioso”.
“Portugal é um roteiro de templos” e de “festas religiosas”, apontou Rita Marques, que assumiu a preocupação com o impacto “social e ambiental” do fenómeno turístico.
Durante a sessão teve lugar a tomada de posse e apresentação da nova equipa da ONPT, para o triénio 2021-2024, sob a direção do padre Miguel Neto, da Diocese do Algarve, e na presença do anterior diretor, padre Carlos Godinho.
O padre Miguel Neto apontou as prioridades da sua equipa, num “setor de fronteira”, procurando replicar boas práticas e “comunicar” o que se pode fazer nesta área, dentro da Igreja.
O sacerdote assumiu a intenção de “estabelecer sinergias com entidades públicas e privadas” e universidades, para potenciar atividades turísticas que ajudem, também, à “sustentabilidade” das comunidades católicas.
A equipa propõe-se divulgar o património religioso nas plataformas digitais, promover as jornadas da ONPT e participar na próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude, que decorre em Lisboa, no verão de 2023.
O diretor da Obra Nacional da Pastoral do Turismo manifestou a disponibilidade do organismo para ajudar a “criar uma rede de igrejas preparadas para visitas turísticas”.
No debate sobre os desafios da era pós-pandemia no turismo, Margarida Franca, membro da equipa da ONPT, realçou que, para a Igreja Católica é “profundamente essencial mostrar a sua mensagem, a sua verdade, o seu sentido de pertença” a quem a visita.
A especialista destacou que “um turista nunca é só turista por motivos religiosos”, mas dentro de uma igreja, “o turista católico é diferente de um turista ateu”.
Para Margarida Franca, valorizar o património material e imaterial é “um desafio incrível” para os responsáveis católicos e exige o “envolvimento das comunidades”.
Alexandra Rodrigues Gonçalves, diretora da Escola Superior de Gestão Hotelaria e Turismo do Algarve, falou do “momento muito complicado” que se vive na região perante a “maior crise mundial” dos tempos modernos, que afetou a forma de viver, de trabalhar, de viajar e de socializar.
“Toda a nossa vida se transformou sem igual”, apontou.
Segundo a responsável, existe neste setor “um contributo que a Igreja pode dar”, em conjunto com as entidades turísticas, para um novo começo, no pós-pandemia, em particular junto das populações mais vulneráveis.
“Fazer melhor significa olhar para a fragilidade, para a desconfiança” que está instalada na sociedade, assinalou.
A sessão decorreu com participação presencial, no Santuário da Mãe Soberana, em Loulé (Diocese do Algarve), e por videoconferência.

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