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AviaoO presidente do Turismo de Portugal disse ontem à Lusa que a abertura de novas rotas aéreas de ligação a Faro, no último inverno, permitiu estabelecer mais 30 mil lugares com destino à capital algarvia.

De acordo com João Cotrim de Figueiredo, estas novas rotas, com ligação ao Reino Unido, Alemanha e Irlanda, entre outros, lançadas com o apoio financeiro do Turismo de Portugal, são uma das apostas daquele organismo para combater a sazonalidade no Algarve, embora devam também ser feitos esforços noutras áreas.

Para aquele dirigente, o problema da sazonalidade tem duas caraterísticas “que não são suficientemente valorizadas”, ou seja, se, por um lado, quanto mais bem sucedido é um destino na época alta maior é o problema da ocupação das infraestruturas na época baixa, por outro, o combate à sazonalidade não pode depender só do turismo.

João Cotrim de Figueiredo falava à Lusa à margem das Jornadas Empreendedorismo “Turismo – Visitar o Futuro”, que decorreram no Teatro das Figuras, em Faro, e que contaram com a presença de vários responsáveis na área do Turismo e do setor do Mar, uma vez que o debate se centrou sobretudo na relevância do mar para o turismo português.

“Nenhum turista se desloca a uma região tendo como única valência o turismo”, considerou, sublinhando que é preciso fazer um esforço no sentido de melhorar as respostas e as infraestruturas, ao nível, por exemplo, da saúde e da educação, uma vez que os efeitos da sazonalidade não se podem atribuir apenas ao turismo.

Por outro lado, observou, o turismo no Algarve não pode depender apenas do produto sol e mar, sendo necessária uma maior aposta na estruturação de outros produtos, como o turismo para praticantes de ciclismo, turismo de natureza, cultural e de observação de aves, que têm que “começar a ganhar expressão no Algarve”.

Durante o evento foram ainda apresentados os resultados de um inquérito aos turistas estrangeiros e aos turistas que usaram as marinas portuguesas sobre a “Importância do mar para o turismo português”, promovido pelo grupo Controlinveste, com o apoio do Turismo de Portugal.

De acordo com o estudo, 84% dos turistas ficaram bastante satisfeitos com as praias nacionais, sobretudo os holandeses, e para 50% dos turistas inquiridos, as praias ficaram acima das suas expectativas.

Das pessoas inquiridas, 52% realizaram nos últimos três anos pelo menos uma viagem para fazer praia, sendo que Portugal foi o destino escolhido por 78% destes turistas.

O estudo concluiu também que a perceção inicial que os turistas têm de Portugal em relação às boas praias diminui após a viagem, tendo sido as mulheres com idades entre os 35-44 anos as que mais manifestaram a diminuição dessa perceção após a viagem.

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