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O Turismo de Portugal anunciou ontem a criação de um plano de combate à sazonalidade no Algarve, com o objetivo de aumentar os fluxos turísticos na região entre novembro de 2013 e março de 2014.

O combate à sazonalidade será feito, segundo o Turismo de Portugal, através de “uma atuação ao nível da acessibilidade aérea, da ‘tour’ operação e da captação de eventos de ‘meeting industry’ [eventos de negócios]” e hoje teve lugar “a primeira reunião preparatória” entre responsáveis do organismo, da Agência Regional de Promoção Turística do Algarve (ATA) e os principais operadores turísticos da região.

O Turismo de Portugal frisou que vai promover nas próximas semanas “mais reuniões com outros agentes do setor e da região, destinadas a recolher contributos e propostas para o desenvolvimento do plano, que estará assente em quatro pilares: acessibilidades, produto, distribuição e apoio à venda”.

Depois de participar na reunião, o presidente do Turismo do Algarve, Desidério Silva, mostrou-se satisfeito com a intenção do Turismo de Portugal, considerando que vai ao encontro das propostas que tem defendido desde que tomou posse, há cerca de três meses.

O presidente do Turismo do Algarve manifestou-se ainda satisfeito por ver a tutela reconhecer a importância da região para o setor e fazer “um investimento que é um acréscimo relativamente àquilo que o Algarve tem já contratualizado”.

“É um investimento que o Turismo de Portugal vai fazer nas promoção de uma região para tentar esbater um dos seus problemas, que é a sazonalidade. É para mim muito agradável perceber que há aqui um olhar novo, uma atenção muito mais intensa e aberta, com esse objetivo”, afirmou.

O presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, disse à Lusa que o plano ontem anunciado “vem de encontro às preocupações” que tem demonstrado e mostrou-se disponível para apresentar “propostas concretas” que já fez chegar à tutela sem ter tido resposta.

Elidérico Viegas sublinhou, no entanto, que este trabalho “passa pelo entendimento com a iniciativa privada” e considerou que “não faz sentido qualquer solução que não tenha por base a articulação e interligação entre o produto, a oferta, o transporte e os canais de comercialização e distribuição”.

O presidente da AHETA disse que só o transporte “envolve o aeroporto, as políticas de transporte aéreo, de gestão aeroportuária, as taxas” e que são necessárias “parceiras e entendimentos com operadores turísticos, ações de promoção e divulgação junto de outros canais de comercialização e distribuição” que tenham em conta as novas tendências na procura de férias.

“Esperamos que isso não se resuma a palavras e se efetive em soluções concretas e não sejam apenas anúncios para contrapor alguma contestação, descrédito ou desencanto que o setor tem relativamente à falta de medidas concretas para inverter a situação desfavorável que atravessamos”, afirmou, acrescentando que é preciso saber também quais são os montantes que vão ser alocados à medida.
Lusa

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