Pub

O regresso da Fórmula 1 a Portugal com um Grande Prémio em Portimão, em outubro, é um “tónico revigorante” numa altura em que a sazonalidade se acentua, disse hoje à Lusa o presidente do Turismo do Algarve.

“Esta prova vem como um tónico revigorante, mas vem também como um reconhecimento (…) de que esta é uma região segura e um país que vale a pena visitar”, afirmou João Fernandes à margem da apresentação do evento no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão.

Segundo aquele responsável, trata-se de uma “grande notícia”, numa altura do ano “muito importante para o Algarve”, em que a sazonalidade “já se começa a acentuar” e, também, num ano em que a região e o mundo enfrentam “grandes adversidades”, devido ao impacto da pandemia de covid-19.

“Esta prova é claramente um reconhecimento dos agentes económicos, que são extremamente rigorosos com questões de segurança e que escolheram o Algarve certamente por essas razões, também”, sublinhou.

Na mesma ocasião, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), António Pina, disse à Lusa que o Algarve estava “a merecer uma excelente notícia” e que a realização desta prova é o resultado de um “esforço tremendo” de várias entidades.

Segundo o também presidente da Câmara de Olhão, a realização da prova na região é “também um sinal internacional excelente”, no sentido de que é o reconhecimento de que a região é segura para os turistas que a queiram visitar.

“Porque vai ser um evento com público, vai dar uma ajuda muito grande nesse início de outono aqui ao nosso turismo”, concluiu.

Portugal vai receber a prova do Mundial de 2020 de Fórmula 1 em 25 de outubro, 24 anos depois da última passagem do Grande Circo por território nacional, foi hoje anunciado no Autódromo Internacional do Algarve, circuito que acolherá a corrida.

Para o presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), a vinda da Fórmula 1 para Portugal é “um momento histórico para a FPAK”.

“É uma notícia há muito esperada. Desde março que se trabalhou para que isto fosse possível. A FPAK teve intervenção junto da FIA e do Governo. Deu o seu contributo para que este projeto fosse aprovado. O Autódromo Internacional do Algarve fez a sua parte junto das equipas e dos detentores dos direitos”, sublinhou Ni Amorim, em declarações à agência Lusa.

O presidente realçou que a estrutura federativa vai ter, “pela primeira vez na sua existência, uma prova destas sob a sua égide” e confessou sentir “um orgulho enorme” por ser “o primeiro presidente em Portugal a poder aprovar uma prova de Fórmula 1”.

“Para mim e direção é um orgulho enorme porque a FPAK nunca autorizou uma prova de Fórmula 1 em Portugal. Quando se fez não havia federação. É histórico para nós”, justificou o antigo piloto.

Pub