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Apesar das dificuldades das famílias, os portugueses vão continuar a fazer um enorme esforço para vir ao Algarve, mesmo que estejam na região menos tempo de cada vez”, disse à Lusa o presidente da entidade responsável pela promoção institucional da região.

Todavia, o representante da Entidade Regional de Turismo do Algarve mostra-se preocupado com o que sucederá em setembro, no início da época baixa.

Segundo o responsável, a crise poderá trazer duas formas opostas de lidar com as férias: “Ou, perante o agravamento da situação, acham que esta é a última oportunidade e vêm, ou então decidem poupar o mais que podem e não vêm".

Ainda assim, manifesta-se confiante de que os portugueses “acabarão sempre" por ir à região, embora por menos dias de cada vez e com menos gastos.

“Irão menos ao restaurante ou pedirão duas sopas e um prato para dois, levarão refeições ligeiras para o quarto de hotel, mas vêm, porque as pessoas precisam de descansar de um ano de trabalho e fazer turismo, afinal, é procurar saúde”, diz.

As dificuldades das famílias levá-las-ão também, acrescenta, a procurar mais camas não classificadas, “o que representará um prejuízo para o erário público”.

“Por isso é que, ao aumentar os impostos sobre o Turismo, estamos a deixar de semear para a colheita do Turismo, pois os turistas não caem do céu”, alerta.

O responsável refere ainda que a introdução de portagens em dezembro de 2011 na A22 (autoestrada que percorre o Algarve) motivou "muito mais prejuízos do que proveitos para o Estado português”, sobretudo no que respeita ao mercado espanhol.

Contudo, António Pina desvaloriza a possibilidade de os portugueses deixarem de fazer férias no Algarve em função das portagens na A22 (autoestrada que percorre a região), introduzidas em dezembro de 2011: “A não ser que tenhamos uma região completamente entupida nas restantes vias e aí o efeito psicológico de uma situação desse tipo pode ser muito grave”.

Folha do Domingo com Lusa
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