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Segundo Eduardo Fayos-Solà, da rede mundial ‘Untwo Knowledge Network’, a estratégia do turismo deve assentar numa perspetiva "glocal", conceito que liga as palavras "global" e "local".

"Temos que ser ‘glocais’", resumiu o especialista, defendendo que deve haver uma maior preocupação local para combater a tendência de agir apenas em direção ao mercado global.

Aquele responsável falava hoje na abertura do fórum internacional ‘Turismo e Ciência’ que decorre até sexta-feira num hotel em Vilamoura e reúne cerca de duas centenas de especialistas mundiais do setor.

Lisa Ruhahen, da universidade de Queensland, na Austrália, falou sobre o problema das alterações climáticas, que considerou serem uma "ameaça grave" ao desenvolvimento sustentável das nações.

De acordo com esta especialista, a questão assume proporções ainda mais importantes nos países em desenvolvimento, mais vulneráveis e onde a fome a falta de água estão muitas vezes associadas aos fenómenos climatéricos.

O clima é um dos fatores chave que leva os turistas a escolher viajar para determinado local, refere, dando como exemplo os casos de Portugal e Espanha para onde as pessoas viajam sobretudo pelo bom tempo.

O fórum termina na sexta-feira com a apresentação da declaração ‘Algarve Consensus’, que reúne recomendações e conclusões resultantes do congresso.

A conferência internacional de turismo é organizada pela Organização Mundial de Turismo em parceria com a Universidade do Algarve.

No evento serão ainda entregues os Prémios Ulysses 2011 da OMT, galardões que são considerados os prémios Nobel do turismo.

Portugal está entre os 13 premiados através da iniciativa "Estabelecimento amigo do ambiente", da secretaria regional de Turismo e Transportes da Madeira.

Lusa

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