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“Não podemos ter um polícia atrás de cada turista, mas pode haver um reforço policial ao longo de todo o ano e não apenas no verão”, defendeu António Pina, em declarações à agência Lusa.

Acionar os mecanismos de câmaras de videovigilância nas cidades mais frequentadas do Algarve, nomeadamente nas zonas de bares noturnos, comércio tradicional e calçadões é outra das soluções defendidas pelo presidente do Turismo do Algarve para combater a insegurança na região algarvia.

“Esse mecanismo [videovigilância] é civilizado e tem bons resultados, nomeadamente em países como a Holanda e Bruxelas”, justifica, referindo que a privacidade das pessoas é para ser preservada em casa e que o que está em causa nas ruas é a “segurança” e não a invasão da privacidade.

A morte de um turista de 50 anos dez dias depois de ter sido atacado na rua por um gangue a 15 de maio, em Albufeira, tem suscitado reações de vários organismos locais e regionais.

Apesar disso, a embaixada do Reino Unido em Lisboa está preocupada com as agressões a turistas no Algarve mas, para já, não considera necessário reforçar os alertas de segurança naquela região.

“Temos um processo permanente em curso de conselhos ao viajante através do nosso site. É uma prática de vários anos. O Foreign Office (Ministério dos Negócios Estrangeiros) não alerta os conselhos globais para um país perante um caso específico”, disse hoje à agência Lusa fonte do gabinete de imprensa da embaixada.

Este último episódio é um “caso isolado de violência”, mas a “marca de segurança no Algarve mantém-se”, refere António Pina, admitindo, todavia que a morte de um turista é sempre de “lamentar” e que vai afetar o turismo algarvio nem que seja apenas nos próximos dias.

Lusa

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