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Em declarações à Agência Lusa, António Pina, que preside também à Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA), comentou assim as declarações do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, ao jornal o Mirante, a quem afirmou que o atual modelo de organização do turismo não se vai manter e vai ser extinto.

“O modelo das regiões de turismo está desadequado. Quem tem que gerir o turismo são os empresários do sector. O Estado tem que acompanhar. Quem faz o turismo não são as organizações onde estão ex-autarcas. A ação do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, por exemplo, é risível e nós em Portugal temos obrigação de apostar mais no turismo. O modelo em que me revejo é o do turismo de Lisboa, em que está o público e o privado”, afirmou Miguel Relvas.

António Pina afirmou que, “no Algarve, além da ERTA, que faz a promoção turística da região em Portugal, já existe também a Associação de Turismo do Algarve (ATA), que faz a promoção no exterior e, à semelhança do que acontece em Lisboa, também inclui empresários”, aliando público e privado.

“Não conheço o modelo que o Governo vai apresentar. Mas admito que possa ser alterado. Mas a forma de financiamento também deve ser alterada para aproximar mais a promoção turística das regiões, dos empresários e dos autarcas”, afirmou António Pina.

O presidente da ANERT frisou que os “os autarcas também não devem ser esquecidos”, porque são protagonistas “essenciais” na gestão e planeamento do território, o que tem também implicações no setor turístico.

“Defendo que deve haver uma entidade que faça as duas promoções, a interna e a externa. Mas primeiro é necessário constituir e criar os produtos para depois os promover. O papel dos empresários é importante, porque o turismo é um negócio, mas os autarcas também têm uma palavra a dizer”, acrescentou.

Para António Pina, o Estado “não pode lavar as mãos” neste processo, porque tem que “definir o rumo”, tendo em conta as necessidades dos empresários e o posicionamento dos autarcas.

“Do meu ponto de vista uma alteração do modelo é bem-vinda, mas tem que ter em conta estas questões”, defendeu o presidente da ERTA.

Lusa
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