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"No fim do dia acabou! Mas esta decisão é para proteger a massa insolvente, para não agravar a dívida, e sempre com o intuito de proteger a empresa e como um meio para atingir a viabilização de um plano", explicou José António Silva, recordando que a 01 de maio os 58 trabalhadores em atividade terão de juntar-se aos 380 que, desde o início de março, viram os seus contratos ser suspensos.

O presidente do grupo Alicoop salienta que o encerramento dos supermercados "não é o fim, mas apenas um meio" para conseguir a viabilização da empresa.

Com a proposta dos credores das Pequenas e Médias Empresas (PME) – que detém 17 milhões de euros de créditos – que se disponibilizaram para apoiar o plano de viabilização, transformando a dívida em capital, "é cada vez mais difícil não justificar o apoio do "IAPMEI e da CGD à Alicoop", sublinhou José António Silva.

Os 16 supermercados em funcionamento até hoje – 13 no Algarve e 3 na área de Lisboa – já vinham apresentando nos últimos tempos roturas de aprovisionamento de várias gamas de produtos, estando apenas autorizados a adquirir bens perecíveis, como legumes e carnes frescas, pão e lacticínios.

A Alicoop – que detém as empresas Alisuper, Macral e Geneco – conta com 81 supermercados Alisuper, 70 no Algarve e 11 em Lisboa, e quase 500 trabalhadores. Encontra-se em insolvência desde agosto de 2009, devido a dívidas acumuladas de cerca de 80 milhões de euros.

O plano de viabilização, que prevê a reconversão da cadeia Alisuper numa insígnia internacional, tem o aval do maior credor, o Millennium BCP, mas não da Caixa Geral de Depósitos, que alega já ter "levado o seu nível de apoio até ao limite".

Lusa

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