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Ultreia Diocesana reuniu cursistas algarvios do Movimento dos Cursos de Cristandade

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Cerca de 70 cursistas de vários pontos do Algarve participaram no passado dia 27 de maio na ultreia do Movimento dos Cursos de Cristandade (MCC) na diocese algarvia, promovida na igreja de Pereiras, na paróquia de Quarteira.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O MCC é um movimento eclesial que propõe uma vivência de vida segundo os fundamentos da fé. Depois da participação num curso ou cursilho (termo adaptado do original espanhol) de três dias e meio, onde é feito o primeiro apelo à fé, os participantes são convidados a continuarem a caminhar em grupo, nas comunidades, realizando encontros (ultreias) onde partilham as suas experiências de fé.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A Ultreia Diocesana, com a qual o MCC, concluiu as respetivas atividades na Diocese do Algarve no presente ano pastoral de 2017/2018, ficou marcada pelo testemunho (rolho) vivencial de um casal de cursistas da Arquidiocese de Évora.

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Oriundos de Elvas, Frederico e Clara Zagalo, respetivamente ligados ao MCC há 35 e 34 anos, explicaram que o movimento possibilita aos cristãos leigos descobrirem “a sua missão e responsabilidade na Igreja e no mundo” através de um método que “contempla três tempos – o pré-cursilho, o cursilho e o pós-cursilho” –, enumerando o que implica cada uma destas fases.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Clara Zagalo referiu-se ao cursilho como um “instrumento de renovação cristã” e disse que ser cursista (ou cursilhista) “é ser discípulo missionário”. “É ter Cristo em nós e levá-l’O aos outros todos os dias. Esta deve ser a nossa grande preocupação de cristãos cursilhistas”, sustentou, sublinhando a “responsabilidade apostólica” dos membros do MCC. A oradora desafiou os presentes a “fermentar evangelicamente todos os ambientes”. “Por isso, os nossos gestos, as nossas ações têm que mostrar sempre, onde quer que estejamos, a outra face, aquela que se opõe à indiferença, ao egoísmo, ao interesseirismo que é o que domina o mundo”, concretizou, exortando cada cursista a “mostrar disponibilidade, atenção e preocupação pelos problemas dos outros”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Clara Zagalo disse que “o pós-cursilho pretende renovar, acelerar e aperfeiçoar a conversão pessoal iniciada no cursilho”. “O pós-cursilho, para além de proporcionar contextos comunitários através de reuniões de grupo e ultreias, pretende também aumentar a consciência de ser fermento nos nossos próprios ambientes, possibilitando uma vida de santidade neste processo de conversão”, acrescentou, sublinhando que “a finalidade última do pós-cursilho é também a do MCC: a missão evangelizadora da Igreja”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

No âmbito da fase do pós-cursilho, Frederico Zagalo deteve-se na explicação do mini-cursilho como uma experiência de fim de semana que traz “benefícios grandes para o casal”. De entre os “aspetos essenciais” na dinâmica daquela iniciativa destacou perceber a importância do “sacramento do matrimónio como caminho de santidade”, do “diálogo”, das “diferenças psicológicas entre homem e mulher”, do “perdão”, da “sexualidade”. “O mini-cursilho fornece-nos um conjunto de pistas para podermos fazer face a esses momentos de crise por que todos passamos”, acrescentou aquele diácono, referindo-se também à importância da “oração em casal” e da “direção espiritual”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Tem sido uma experiência de uma riqueza muito grande e, sobretudo, tem permitido não só que jovens casais possam acolher estas ferramentas e possam utilizá-las, mas que possam redimensionar e redirecionar o seu amor numa perspetiva muito mais consciente, mas também muito mais próxima”, complementou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O presidente do Secretariado Diocesano do Algarve do MCC lamentou que este ano não se tenha realizado um mini-cursilho na diocese por falta de inscrições e desejou que a iniciativa “se venha realizar o mais breve possível”. “Vimos a insistir no mini-cursilho e nas reuniões de grupo porque sabemos que são poucas na nossa diocese e é preciso criar mais grupos nos centros de ultreia. É preciso termos coragem para avançar”, acrescentou Vítor Baltazar.

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O bispo do Algarve, que também esteve presente na ultreia diocesana e que presidiu à eucaristia, considerou o MCC “um grande dom” para a Igreja algarvia. “É um instrumento que nos ajuda a sermos mais e melhores cristãos. Todos os movimentos têm esta finalidade e este também”, afirmou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Depois da eucaristia, a ultreia, que contou também com a presença do assistente espiritual do MCC, o padre Rui Barros Guerreiro, seguiu-se um lanche partilhado.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O primeiro cursilho em Portugal realizou-se em 29 de novembro de 1960 e no Algarve ocorreu a 18 de março de 1964, sendo destinado a homens, ao qual se seguiu o primeiro cursilho de senhoras em abril do ano seguinte. O MCC no Algarve tem núcleos em Aljezur, Boliqueime, Faro, Ferreiras, Monchique, Paderne, Portimão, Tavira e Vila Real de Santo António.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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