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O porta-voz do hospital não avançou, no entanto, informações sobre a extensão dos ferimentos, remetendo para mais tarde outras informações.

No aeroporto, concentram-se já milhares de passageiros que enfrentam dois tipos de carências: de informação e de comida, já que todos os postos de atendimento estão fechados ao público.

Em declarações à Lusa, uma passageira irlandesa queixou-se da falta de apoio e de informação por parte do aeroporto, mas referiu faltar sobretudo alimentação.

"Assisti a tudo, levei com uma coisa na cabeça [durante o desabamento de parte do teto], mas como não era grave decidi ficar, com medo de perder o voo”, explicou, acrescentando que ainda se “aproximou de funcionários do aeroporto” mas estes não disseram nem uma palavra”.

De acordo com esta passageira, a falta de comida é ainda mais evidente, já que há várias pessoas no aeroporto com bebés.

“Não há nada para comer", lamentou.

O diretor do aeroporto, Francisco Correia Mendes, não adiantou qualquer plano para alimentar os milhares de pessoas que aguardam voo, de pé, sentadas ou deitadas nas lajes da aerogare.

"A zona dos restaurantes está inoperacional, neste momento não podemos fazer nada", disse, escusando-se a comentar o facto de vários pontos de venda de comida na zona não interditada se encontrarem fechados.

O único ponto de venda de alimentos embalados é a tabacaria do aeroporto, à porta da qual se instalou uma fila com dezenas de metros.

Um vento muito forte destruiu esta madrugada, cerca das 05:00, parte do teto do aeroporto de Faro, transformado-o num cenário de caos.

Desde as 06:45 desta manhã foi efetuado apenas um voo, com destino a Bristol, estando abertos dois check-in para Londres e um para Liverpool.

Lusa
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