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Unidade móvel de radiologia do Algarve permite poupança e rapidez de diagnóstico

Foto © Luís Forra/Lusa
Foto © Luís Forra/Lusa

A unidade móvel de radiologia que ontem entrou em funcionamento no Algarve vai permitir uma poupança financeira significativa e uma melhoria da gestão do tempo dos profissionais, indicou o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) da região.

“A realização dos exames de radiologia digitais no local e o envio imediato das imagens para os centros de saúde confere maior segurança e melhor gestão de tempo dos profissionais”, disse o presidente da ARS do Algarve, João Moura dos Reis, durante a apresentação da unidade móvel no estabelecimento prisional de Silves.

Equipada com um sistema informático, a Unidade Móvel de Radiologia permite a transmissão dos dados clínicos diretamente através da rede 4G (tecnologia de quarta geração, que possibilita um maior número de utilizadores em simultâneo sem perda de eficiência) para os serviços hospitalares e centros de saúde.

De acordo com João Moura dos Reis, o sistema digital bem como todo o equipamento informático custou cerca de 500 mil euros, “investimento que irá gerar uma poupança significativa dos recursos financeiros e profissionais”.

Além de flexibilizar o acesso aos dados clínicos, ao trabalhar em rede, o sistema possibilita aos profissionais de saúde a realização de “um número ilimitado de imagens de rastreio na unidade móvel de radiologia”, destacou o responsável pela ARS do Algarve.

Na opinião de João Moura dos Reis, “contorna-se o procedimento anterior que implicava transferir fisicamente as imagens clínicas entre a unidade móvel e o centro de saúde, sem poder efetuar um diagnóstico imediato”.

“Com este novo programa informático, o processo torna-se mais eficaz, imediato e racional em caso de deteção de patologias, tornando também a notificação médica e o tratamento do utente mais céleres”, enfatizou.

Por seu turno, o diretor do estabelecimento prisional de Silves, Ricardo Torrão, destacou a importância do novo equipamento móvel, “porque implica a utilização de menos recursos humanos e menos deslocações, bem como uma resposta rápida na triagem de patologias como a tuberculose, para evitar a sua propagação”.

“É efetivamente uma grande poupança em termos de recursos humanos e de despesas com as deslocações aos centros de saúde, sublinhou Ricardo Torrão acrescentando que “em média são efetuados entre 60 a 70 exames e rastreios mensais naquele estabelecimento prisional”.

O presidente da ARS do Algarve disse ainda que o projeto-piloto ou seja, a Unidade Móvel de Radiologia da ARS do Algarve poderá no futuro ser utilizada no Alentejo, ao abrigo de um protocolo que está a ser preparado com a administração regional de saúde daquela região.

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