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A Universidade Católica Portuguesa publicou o mês passado uma síntese do trabalho de investigação do padre António Manuel Martins, sacerdote da Diocese do Algarve, na área da eclesiologia sobre a sinodalidade na vida da Igreja local, elaborado há mais de 20 anos, um tema que já na altura o motivava.

A pequena publicação, de 48 páginas em formato de livro de bolso, intitulada ‘A sinodalidade na vida da igreja – Fundamentos e perspetivas’, resultou no dizer do autor de uma “operação dolorosa de desbaste” da tese da sua licenciatura em Teologia. “Esta pequena publicação é mais aperitivozinho em relação a uma tese complexa, ampla, que fiz em 1997. É uma «brincadeira» que me deu gozo, apesar da parte dolorosa. O texto aqui publicado é o resultado de alguns pontos que isolei e reconfigurei da arquitetura da tese”, explicou em entrevista ao Folha do Domingo.

A edição apresenta aos leitores “aspetos relevantes sobre a sinodalidade na vida da Igreja, tanto em fundamentação teológica (primeiro capítulo), como em suas implicações práticas (segundo capítulo)”, revela a introdução. O primeiro capítulo apresenta-se precisamente sob o título “O fundamento trinitário da sinodalidade” e o segundo “Prática sinodal: questões e perspetivas”, sendo que cada um se desdobra depois em quatro subcapítulos.

A reflexão do padre António Martins aborda, por exemplo, “a dimensão teológica da comunhão; a experiência do sentir da fé dos crentes; a sinodalidade como expressão e operacionalização da comunhão eclesial; a articulação entre o ministério ordenado e o sacerdócio comum dos fiéis (numa primeira parte mais teológica)”. Na segunda parte reflete sobre a “sinodalidade e o exercício da autoridade”, a “sinodalidade e diálogo” e a “sinodalidade e vida democrática”.

A publicação, da área da Teologia Sistemática, integra a coleção ‘Argumento’ da editora.

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