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A missão destes jovens será apresentar um conjunto de soluções para o desenvolvimento daquela zona na tentativa de travar o desemprego, criando eles próprios as condições para se aglomerarem em microempresas.

A criação de “merchandising” para os viajantes da Via Algarviana, percurso pedestre que atravessa a maior parte da serra algarvia, ou a instalação de uma quinta pedagógica em Querença são algumas das ideias que António Covas tem em mente.

“Temos que criar desde logo uma espécie de desenho do projeto”, sublinha o professor de Economia da Universidade do Algarve, que confessa andar a “magicar” esta ideia já há alguns anos.

António Covas prevê que os elementos do grupo – cujas áreas de formação deverão ir desde a Economia à Agronomia, passando pelo Turismo, Marketing e Design -, estejam selecionados até ao verão para que o projeto arranque no terreno em outubro.

“O desafio é provar que é possível promover emprego jovem em meio rural mesmo numa zona desfavorecida”, refere, acrescentando que o grupo estará sempre acompanhado por um elemento da comissão técnica do projeto.

A sua ideia é que o grupo permaneça na aldeia e interaja com os habitantes da freguesia – que em 2001, segundo dados dos Censos, não ultrapassavam a fasquia dos 800 -, estando prevista a criação de um Fórum Aldeia para apresentar o projeto.

Na fase de seleção, será dada primazia a licenciados na Universidade do Algarve que estejam inscritos nos centros de emprego da região, mas o leque poderá vir a ser alargado, explica António Covas.

Em vez do subsídio de desemprego, os jovens passariam a receber, durante os nove meses do projeto, uma bolsa do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Este organismo é um dos parceiros do projeto, a par da Câmara de Loulé e da Fundação Manuel Viegas Guerreiro, sediada em Querença.

Lusa

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