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Falando após a discussão de uma petição e de um projeto de lei do Bloco de Esquerda exigindo isenções para a autoestrada, o responsável pelo movimento independente Com Faro no Coração indicou que com as portagens a região ficará "isolada e cada vez mais periférica".

José Vitorino apontou ainda o aumento do IVA, nomeadamente no setor do turismo, e a situação de estragos no aeroporto de Faro devido ao mau tempo. "Uma questão que foi mal tratada e que devia ter sido declarada como emergência social", considerou.

João Vasconcelos, em representação dos peticionários contra as portagens na Via do Infante, antecipou o chumbo do projeto de lei do Bloco de Esquerda sobre as isenções ás portagens, um documento cuja votação foi adiada hoje dada a extensão da discussão de outros temas no plenário.

"Lamentamos. A intervenção do PS foi condicionada à requalificação da estrada nacional 125, que nunca será alternativa. Pelo PSD não houve declarações por deputados do Algarve, o que achamos estranho", notou.

Para o porta-voz dos vários movimentos em causa está uma "catástrofe social" e se "não for a morte lenta, haverá uma grave crise no turismo".

Os movimentos prometeram continuar a lutar contra as portagens e caracterizaram as isenções de pagamento nomeadamente para residentes como "não suficientes" por serem limitadas.

As petições não são votadas no Parlamento.

Lusa
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