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“Urge intervir, basta de palavreado e estudos! Se os responsáveis e especialistas de sempre não têm nem estratégia, nem soluções efetivas ou capacidade para resolver este problema, que se demitam!”, lê-se num comunicado de imprensa divulgado o hoje pela AUIF.

Os utentes da praia de Faro esperam que as autoridades do Ambiente com responsabilidades sobre aquela faixa da costa não se demitam “apenas depois de a duna romper”, “metade da praia de Faro desaparecer" ou do próprio aeroporto de Faro "poder vir a ser afetado”, alertam.

A AUIF acusa as autoridades do Ambiente de assistirem de “forma passiva” ao processo de erosão costeira que “há muito se faz sentir na Ilha de Faro”.

“A praia de Faro, os seus habitantes e utentes merecem mais respeito e melhor sorte”, alega a AUIF, temendo que a agitação marítima possa “causar danos irreversíveis na ilha nos próximos dias”.

A previsão de forte ondulação vai coincidir com a existência de marés vivas e este inverno, por diversas vezes, registaram-se galgamentos da duna, que obrigaram a cortes no acesso à Praia de Faro e ao derrube de casas na zona poente, recordam os utentes.

“Esta situação é particularmente grave, quando existem na praia de Faro dezenas de famílias que ali habitam de forma permanente, e que assim se vêm isoladas e impedidas de aceder ou sair da ilha e com os seus bens sob permanente ameaça.

A Sociedade Polis Ria Formosa tem nas suas linhas de programação uma intervenção para solucionar a situação da praia de Faro, mas “passa sempre pelo derrube das construções existentes”, recorda a AUIF, adiantando que há soluções “mais eficazes, duradoiras e mais baratas a médio e longo prazo”.

Folha do Domingo/Lusa
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