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Em comunicado, a Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) refere que pretende analisar com a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), o Turismo do Algarve e as Câmaras de Lagos, Olhão, Tavira, Faro e S. Brás de Alportel a suspensão de vários lanços e a paragem das obras de requalificação daquela estrada.

A Estradas de Portugal acordou no início do mês com a subconcessionária Rotas do Algarve Litoral, responsável pela requalificação da EN125, uma redução de 155 milhões de euros ao contrato inicialmente previsto.

A renegociação do contrato implica o cancelamento de quatro projetos de lanços e um novo plano para as obras, suspensas no final de abril por dificuldades económicas do consórcio construtor.

Em causa está a retirada do contrato inicial das variantes de Odiáxere (Lagos), Olhão, Luz de Tavira e da Estrada Nacional 2, entre Faro e São Brás de Alportel.

A CUVI acrescenta ainda que vai organizar um conjunto de iniciativas que culminarão numa “poderosa jornada de luta” pela suspensão imediata das portagens na A22 a 08 de dezembro, dia em que passa um ano desde a introdução de portagens nas antigas SCUT.

De acordo com aquela comissão, a iniciativa envolverá a EN 125 e a Via do Infante e será antecedida de uma nova assembleia de utentes que deverá ser convocada para meados de novembro.

“O governo PSD/CDS de Passos Coelho e de Paulo Portas é o grande responsável por toda esta situação de descalabro, destruição e morte que se abateu sobre o Algarve e as suas populações”, refere a comissão.

A CUVI responsabiliza ainda os deputados “da maioria governamental e igualmente do PS” eleitos pelo Algarve que, “perante o avolumar da catástrofe, ainda não levantaram um dedo a exigir o levantamento das portagens”.

Lusa

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