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No mês passado, a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve autorizou uma intervenção privada naquela arriba, pedida pelo proprietário de uma moradia, para conter a erosão provocada pelo mau tempo deste inverno.

Fonte daquele organismo explicou à Lusa que o pedido foi feito em março e a obra suportada pelo proprietário, tendo a ARH sido responsável pela sua supervisão.

Contudo, segundo um utente daquela zona balnear, a obra resultou numa “apropriação” do areal em cerca de “seis metros” devido à construção de um muro, alinhado com blocos de pedra retirados da própria praia.

Por seu turno, Óscar Silva explicou à Lusa que frequenta a praia há mais de dez anos, a intervenção decorreu “para única e exclusiva proteção” dos terrenos de um privado, pelo que a classifica de “abusiva” e “lesiva para o interesse público”.

Segundo fonte da ARH/Algarve, durante a obra, por si autorizada mas executada pelo proprietário, foi detetado um erro técnico que fez com que o muro de pedras para proteger a arriba ficasse muito avançado, ocupando três metros do areal.

Para corrigir o erro, técnicos da ARH estiveram hoje e na quarta-feira no local para supervisionar o recuo do muro, obra já terminada, e executar duas operações de desmonte controlado de rochas, acrescentou à Lusa a mesma fonte.

Já o responsável pela gestão do restaurante e apoios de praia ali existentes, António Ramos, queixa-se que a intervenção dos últimos dias tenha obrigado a abrir no areal um buraco onde, diz, está a ser enterrada “terra proveniente da obra”.

De acordo com a ARH/Algarve, trata-se de areia com detritos da obra e não terra, que está a ser enterrada para que não fique à superfície.

O passadiço da praia, que ficou destruído com as tempestades deste inverno, vai também ser reposto na próxima semana, concluiu a ARH.

Lusa
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