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Em conferência de imprensa, realizada ontem à noite no quartel dos Bombeiros de Silves, o presidente da câmara local, Rogério Pinto, manifestou-se muito preocupado com o edifício da câmara, que ficou sem cobertura e está "praticamente a céu aberto".

Sublinhando que ainda não houve um levantamento rigoroso dos danos, o autarca estima, contudo, que os prejuízos não sejam de milhares, mas sim de milhões de euros, apelando ao Governo para que apoie financeiramente a autarquia na recuperação dos estragos.

Os ventos fortes causaram ainda naquele concelho a destruição de mais de 100 viaturas, danos avultados nas piscinas municipais, na igreja e no estádio do Silves Futebol Clube, cujo muro desabou na estrada e cujas bancadas ficaram destruídas, acrescentou.

O vice-presidente da Câmara de Lagoa, Rui Correia, frisou que no seu concelho o vento destruiu completamente as fachadas de 70 a 80 apartamentos, havendo mesmo casos de habitações cujo mobiliário foi destruído pelo temporal.

Para tentar minimizar o desconforto dos residentes, a autarquia colocou plásticos e capas para tapar as fachadas dos edifícios, já que houve famílias que optaram por permanecer nas habitações.

O temporal que ontem aqueles dois concelhos causou treze feridos, três deles graves, e doze desalojados, todos do concelho de Lagoa.

Segundo o comandante operacional distrital, 4.600 pessoas ficaram sem energia.

O mesmo responsável referiu ainda que, de acordo com as previsões meteorológicas, o mau tempo continuará a afetar o Algarve até ao final do dia de sábado, prevendo-se a ocorrência de chuva e de vento forte.

No terreno estiveram ao todo 231 operacionais, apoiados por 67 veículos, tendo sido enviados para a região grupos de reforço de Beja, Évora e Setúbal e equipas da Força Especial de Bombeiros.

Lusa

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