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A terceira Via-Sacra diocesana, presidida pelo bispo do Algarve, teve lugar, na passada sexta-feira, dia 5 de março, a partir da capela do Seminário de São José de Faro, com transmissão nas redes sociais da Diocese do Algarve, do jornal Folha do Domingo e da Mais Algarve.
Desta vez, as meditações e orações, bem como as leituras e o canto, estiveram ao cuidado dos jovens algarvios. Escolhidos de entre as várias vigararias, os sete jovens que propuseram as meditações e orações, bem como os outros cinco que dinamizaram a Via-Sacra, refletiram a diversidade juvenil cristã, tal como foi referido no início da celebração: «uns estudantes, outros a trabalhar e outros em busca de oportunidades profissionais; alguns já comprometidos na comunidade cristã e outros ainda em caminhada de fé».
As meditações e orações destes jovens, que guiaram os cristãos no percurso da Via-Sacra, fizeram contemplar Jesus a partir das suas vidas: o ambiente escolar e académico, os seus sonhos e projetos, o início da vida laboral e as suas dificuldades, as relações familiares e sociais, a vida cristã e o compromisso com a sociedade, os seus medos e os seus anseios, entre outras, foram realidades presentes nesta noite de oração.
D. Manuel Quintas, que presidiu à celebração, manifestou o seu reconhecimento «aos setes jovens que se dispuseram a partilhar a sua experiência de fé e de comunhão eclesial, com a redação dos textos que nos ajudaram a percorrer as diversas estações da Via-Sacra, permitindo-nos assim estar mais unidos a todos os jovens e a integrar na Cruz redentora de Cristo a sua própria cruz».
No momento conclusivo da celebração, recorrendo à homilia do Papa Francisco na Missa em que foram entregues os símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude, quis ainda exortar os jovens a gritar com a vida «que Cristo vive, que Cristo é o Senhor», pedindo ainda: «Não renuncieis aos grandes sonhos, não vos contenteis em fazer apenas o que é devido. Não restrinjais os horizontes. O Senhor não nos quer estacionados nas margens da vida, mas correndo para metas altas, com júbilo e ousadia», referiu D. Manuel Quintas.
Já nas últimas palavras que dirigiu aos seus diocesanos e compreendendo o tempo complexo que é vivido também pelos jovens, D. Manuel Quintas disse-lhes para acreditarem que foram feitos «para realizar os sonhos de Deus neste mundo», concluindo que aquilo «que torna uma escolha grande e grande a vida, é o viver não só com os outros mas para os outros, pois é esse exemplo que recebemos, em cada Via-Sacra, da Cruz de Cristo».

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