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“O turista ideal gasta muito e é amigo do ambiente mas é um ‘animal’ difícil de encontrar”, ironiza Larry Dwyer, professor na Australian School of Business, que hoje encerrou um seminário sobre Competitividade entre Destinos Turísticos.

De acordo com o académico, não é fácil encontrar turistas que personifiquem a combinação perfeita entre contribuírem para gerar receita e serem simultaneamente amigos do ambiente.

O problema, segundo Larry Dwyer, é que os “melhores” turistas a nível económico são aqueles que normalmente mais gastam água e energia e que mais contribuem para a emissão de gases de estufa.

“As pessoas pensam que os turistas que andam de mochila às costas são os mais amigos do ambiente porque procuram zonas recônditas e se misturam com os nativos, mas na verdade são dos que mais gastam energia no uso de transportes”, afirmou.

Um dos exemplos mais visíveis, diz o australiano, são os turistas que vão para a Nova Zelândia, país que, devido à sua dimensão, obriga ao uso de inúmeras formas de transporte para se deslocarem.

Larry Dwyer alertou ainda para a vulnerabilidade da indústria turística que se apoia muitas vezes em recursos esgotáveis, dando o exemplo da grande barreira de corais na Austrália que se prevê que dentro de 50 anos possa desaparecer.

O seminário, que se realizou no auditório da CCDR/Algarve, foi promovido no âmbito de um projeto de investigação desenvolvido pelo Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo (CITT) da Universidade do Algarve.

Lusa

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