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O vice-presidente da Câmara de Portimão, Luís Carito, o vereador Jorge Campos e outras três pessoas foram hoje detidos por suspeitas de corrupção, entre vários crimes na gestão da empresa municipal Portimão Urbis, disse à Lusa fonte policial.

"Estão em causa contratos celebrados pela empresa municipal [Portimão Urbis] com outras empresas. Há suspeitas de corrupção, entre outros crimes de cariz económico", explicou a mesma fonte, acrescentando que uma das situações investigadas prende-se com o projeto Pictures Portugal – iniciativa privada para a criação da cidade do cinema em Portimão.

Luís Carito e Jorge Campos faziam parte, à data dos alegados factos (2011), do conselho de administração da empresa municipal Portimão Urbis. Os dois autarcas e mais três suspeitos foram detidos no âmbito de uma investigação da Polícia Judiciária que culminou hoje com a realização de buscas na autarquia e nas instalações da empresa municipal.

Segundo a fonte policial, além do vice-presidente e do vereador, foram também detidos Lélio Branca, administrador da Portimão Urbis, Artur Curado, da Algarve Film Comission, e Luís Marreiros, funcionário autárquico.

Os cinco suspeitos vão ser presentes na quinta-feira a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça, uma vez que a investigação está a ser coordenada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal.

A Câmara de Portimão informou hoje que as buscas efetuadas pela Polícia Judiciária (PJ) nas instalações da autarquia decorreram no âmbito de uma investigação que envolve o vice-presidente Luís Carito e o vereador Jorge Campos.

Num curto comunicado enviado à comunicação social, a autarquia indicou que as buscas estão relacionadas com diligências processuais de que são alvo os dois autarcas, eleitos pelo Partido Socialista.

As buscas, segundo o município, "estão relacionadas com um processo que teve origem em denúncias anónimas em 2011, que envolvem a empresa municipal Portimão Urbis". 

Lusa

 

 

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