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A lista de Victor Guerreiro deveria ter disputado as eleições com a da direção cessante, que foi excluída por ter apresentado a documentação fora do prazo e integrar candidatos de empresas com atividade já encerrada, o que viola os estatutos.

Desde que a associação foi criada, em 1979, esta seria a primeira vez que a direção da ACRAL, com cerca de 4.000 associados e liderada desde 2009 por João Rosado, era disputada por duas listas.

Segundo disse à Lusa o presidente da Assembleia Geral, Álvaro Viegas, nas eleições de sexta-feira votaram uma média de 246 associados, cerca do triplo dos 84 sócios que votaram nas últimas eleições, há quatro anos.

"A votação é muito clara, podia haver dúvidas em termos de legitimidade, mas os sócios quiseram dizer que não estão de acordo com a lista rejeitada", frisou, adiantando que o número de votantes representou cerca de metade de um universo de 600 eleitores.

Em declarações à Lusa, o presidente eleito admitiu que as eleições foram algo "atribuladas", mas referiu considerar que quem fica a ganhar com o processo eleitoral é a própria associação.

"Estamos disponíveis para arrumar a casa, promover uma imagem de credibilidade e de trabalho", resumiu o empresário de 65 anos, proprietário de uma cadeia de lojas de vestuário.

A tomada de posse dos novos órgãos sociais da ACRAL está prevista para amanhã, às 18:00, no Hotel Eva, em Faro.

Lusa

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