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Foto © Samuel Mendonça

O vigário para a Pastoral da Diocese do Algarve explicou no passado sábado que a Igreja algarvia pretende dar mais um passo na organização do catecumenado de adultos.

O cónego José Pedro Martins apresentou as propostas do Programa Pastoral 2016/2017 na Assembleia Diocesana que reuniu cerca de 400 representantes das paróquias, dos serviços e movimentos da Diocese do Algarve no Centro Pastoral de Pêra.

“Queremos que a implementação do catecumenado seja devidamente estruturada na nossa diocese com extensão nas vigararias e sempre ao serviço das paróquias para servirmos aquela franja de irmãos que, ainda não sendo cristãos, batem à porta da Igreja e devem ser bem acolhidos e entrar num caminho de descoberta da pessoa de Jesus Cristo”, afirmou em referência à pastoral da evangelização e catequese.

Recorde-se que o Programa Pastoral da Diocese propõe que se institua o Centro Diocesano do Catecumenado de Adultos com vista a “estruturar e coordenar a formação para os sacramentos da iniciação cristã, apoiando as paróquias/vigararias [grupos de paróquias]” e a “organizar uma celebração diocesana dos ritos de admissão ao catecumenado e da eleição ao batismo”.

O cónego José Pedro Martins explicou que o rito de admissão ao catecumenado, a realizar no domingo da Epifania (8 de janeiro), será “mais um passo” para além da realização do rito de eleição que ocorre sempre no primeiro domingo da Quaresma.

Aquele responsável referiu igualmente a importância de continuar a catequização dos adultos que não completaram toda a iniciação cristã, bem como a formação dos seus catequistas e dos de crianças e jovens.

O cónego José Pedro Martins exortou ainda ao envolvimento das famílias na catequese dos filhos, de modo a que esta seja assumida “não como uma atividade extracurricular ao lado de outras que as crianças já têm, mas como experiência de vida e de comunhão com Deus e com a comunidade cristã”.

O vigário para a Pastoral referiu-se também à prioridade dada à pastoral juvenil, apelando à preparação para o sacramento da Confirmação. “É preciso que cheguem ao Crisma, não de qualquer maneira, mas devidamente preparados e envolvidos na consciência do que é ser cristão. Que não haja nenhum jovem crismando que não faça uma preparação espiritual próxima através de um retiro”, pediu, acrescentando que se pede também, depois do sacramento, uma “sequência” que possa levar cada jovem à descoberta do seu lugar na Igreja e na sociedade, um objetivo comum à pastoral vocacional.

Relativamente a esta área da pastoral acrescentou ser pedido que se crie nas paróquias grupos da pastoral das vocações.

No que respeita à pastoral da liturgia e ministérios, destacou a necessidade de “ensinar o que é a liturgia e o que é celebrar a fé”, apelando a uma liturgia “cuidadosamente preparada nas diversas ações”.

Neste campo, outra das propostas é a de “dar especial atenção à formação de moderadores de celebrações dominicais e do serviço das exéquias na ausência do presbítero”. “Estes ministérios podem ser exercidos pelos leigos, mas precisam de ser cuidadosamente preparados”, afirmou, lembrando as ações formativas que a diocese irá promover a este e a outros níveis.

A terminar, deixou um incentivo ao voluntariado e à colaboração em iniciativas de inter-ajuda, à partilha pastoral dentro da própria paróquia e à necessidade de se “valorizar e integrar o contributo dos diversos movimentos apostólicos nas diversas ações de pastoral paroquial”.

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